A formação da obra de arte como pesquisa

formatividade e metodologia em processos criativos

Autores

Palavras-chave:

teoria da formatividade, metodologia, processos criativos

Resumo

A partir do entendimento proposto por Luigi Pareyson, em sua Teoria da Formatividade, sobre a formação da obra de arte, pretende-se discutir sobre o caráter orgânico do fazer artístico e a necessidade em estender essa organicidade ao fazer acadêmico, pois para uma pesquisa que tenha como foco o próprio trabalho do artista, texto e obra devem ser pensados como um só organismo. Mostra-se, também, a urgência por uma formatividade em metodologia com o intuito de abrir, efetivamente, essa disciplina à interdisciplinaridade, à compreensão de que o sentido não é a única via de acesso à produção de conhecimento e à uma linguagem singular, afinal cada artista possui sua própria língua

Biografia do Autor

Fábio Luiz Oliveira Gatti, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Brasil

Bolsista PNPD-CAPES em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFBA onde é professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais; Doutor em Artes pela UNICAMP; Mestre em Artes Visuais pela EBA-UFBA; Especialista em Fotografia e em História e Teorias da Artes, ambas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); Bacharel em Desenho Industrial pela UNOPAR.

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Publicado

2018-05-27

Como Citar

GATTI, F. L. O. A formação da obra de arte como pesquisa: formatividade e metodologia em processos criativos. PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG, Belo Horizonte, p. 140–155, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/15603. Acesso em: 22 abr. 2024.

Edição

Seção

Artigos - Seção aberta