Desbordar como contraconduta

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2237-5864.2020.20667

Palavras-chave:

Bordado Contemporâneo, Arte Educação, Clínica

Resumo

O presente trabalho apresenta algumas reflexões a partir de encontros e diálogos desenvolvidos na oficina intitulada Desbordar desenvolvida com usuários do serviço de saúde mental no Hospital-dia Casa Verde, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. O texto é construído a partir de uma polifonia ecoada das vozes dos pacientes e das pesquisas desenvolvidas pelas autoras frente a percepções sobre a linguagem; e a partir também do método proposto, em que as amarras da linguagem, das imagens e das palavras são liberados de uma homogeneização prisional, de um modelo único e limitante.

Biografia do Autor

Gabriela Serfaty, Pontificia Universidade Católica de São Paulo - Brasil

Psiquiatra, terapeuta e artista visual. Mestre em Psicologia Clínica - Puc-SP. 

Referências

BARTHES, Roland. O prazer do texto. São Paulo: Perspectiva, 2015.

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 8. ed. São Paulo: Brasiliense, 2012. (Obras escolhidas, v. 1)

DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição. Rio de Janeiro, São Paulo: Paz e Terra, 2018.

DELEUZE, Gilles; GUATARI, Felix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. São Paulo: Editora 34, v. 1, 2011; v. 4, 2012.

DELIGNY, Fernand. O aracniano e outros textos. São Paulo: N-1 Edições, 2018.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Sobrevivência dos vaga-lumes. Trad. Vera Casa Nova; Márcia Arbex. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2011, p. 55.

ESCÓSSIA, Liliana da; KASTRUP, Virginia e PASSOS, Eduardo. Pistas do método da cartografia: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. V. 1. Porto Alegre: Sulina, 2015.

FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpos e acumulação primitiva. São Paulo: Elefante, 2017.

GABLIK, Susi. Estética conectiva: a arte depois do individualismo. In: GUINSBURG, J.; BARBOSA, Ana Mãe (Orgs.). O pós-modernismo. São Paulo: Perspectiva, 2008.

GUIMARÃES, Mariana de Souza. O design dos objetos artesanais produzidos no cotidiano de mulheres idosas. Mestrado em Artes e Design (Dissertação). Departamento de Artes e Design, Pontifícia Universidade Católica. Rio de Janeiro, 2010.

GUIMARÃES, Mariana de Souza. Bordadura como linguagem de experiências, afeto, vínculo e liberdade. In: Anais do 24º Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas. Santa Maria (RS), 2015.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.

LAPOUJADE, David. Potências do tempo. São Paulo: N-1 Edições, 2017.

LARROSA, Jorge. Tremores: escritos sobre experiência. Tradução de Cristina Antunes e João Wanderley Geraldi. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.

PAZ, Octavio. O arco e a Lira. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

ROLNIK, Suely. Esferas da insurreição: notas para uma vida não cafetinada. São Paulo: N-1 Edições, 2018.

SERFATY, Gabriela. Por uma escrita menor. Mestrado em Psicologia Clínica. ( Dissertação).Pontifícia Universidade Católica. São Paulo,2016.

Downloads

Publicado

2020-11-29

Como Citar

GUIMARAES, M.; SERFATY , G. . Desbordar como contraconduta. PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG, [S. l.], v. 10, n. 20, p. 86–101, 2020. DOI: 10.35699/2237-5864.2020.20667. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20667. Acesso em: 28 set. 2021.

Edição

Seção

Artigos - Seção temática