Uma “galeria particular”
Gilda de Mello e Souza e a abstração lírica
DOI:
https://doi.org/10.35699/2238-2046.2026.62160Palavras-chave:
Abstração lírica, Corpo, Fenomenologia, Gilda Rocha de Mello e Souza (1919- 2005)Resumo
Neste texto, investiga-se o interesse da ensaísta Gilda Rocha de Mello e Souza pela abstração lírica por meio de seu método crítico encarnado. A partir de entrevista concedida a Augusto Massi, levantam-se algumas hipóteses acerca dessa aproximação, articulando as poéticas de Maria Helena Vieira da Silva, Fayga Ostrower e Arcangelo Ianelli. Inicialmente, apresentam-se, em linhas gerais, alguns pressupostos da abordagem existencial-fenomenológica de Gilda e, em seguida, sob esta ótica, analisam-se as obras dos artistas mencionados. Enquanto exercício preliminar, o objetivo deste ensaio é dimensionar o fascínio de Gilda pela abstração lírica, tendo como fio condutor a sua filosofia do sensível, desentranhada do fenômeno estético do cotidiano, do ordinário, da vida comum.
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