Reparação simbólica de passados autoritários
memórias antiditatoriais em Francesca Cassariego e Marcela Cantuária
DOI:
https://doi.org/10.35699/2238-2046.2026.59266Palavras-chave:
arte contemporânea, artes visuais, cultura visual, ditadura civil-militar, memóriaResumo
O presente artigo analisa a instalação Envueltos, da artista e professora uruguaia Francesca Cassariego, apresentada inicialmente em 2023 no Espaço de Arte Contemporânea de Montevidéu, e alguns dos trabalhos da série Mátria Livre, da artista brasileira Marcela Cantuária, desenvolvidos desde 2016. Partindo de procedimentos vinculados à história global e em diálogo com os estudos da cultura visual, busca-se aproximar as produções contemporâneas. Logo, ressalta-se a dimensão política das obras das artistas, que mobilizam questões relacionadas às memórias das ditaduras na América Latina, com foco na experiência brasileira, ocorrida entre 1964 e 1985. Nesse sentido, entende-se que Francesca Cassariego e Marcela Cantuária atuam à frente na construção de memórias antiditatoriais no campo da arte contemporânea latino-americana, promovendo reflexões estético-políticas sobre os efeitos das imposições autoritárias na sociedade.
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