A marca discursiva da seca como entrave à civilização em A Normalista de Adolfo Caminha (1893)

  • Wilton Santos Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (FECLESC/UECE)

Resumo

O escritor cearense Adolfo Caminha (1867-1897), filiado a tradição estética da escola naturalista europeia da segunda metade do século XIX, assim como outros autores cearenses desse momento, estava mobilizado em torno de um projeto social de civilização. Nesse sentido, este artigo buscou analisar o desejo de progresso e a crítica à província que aparecem em A Normalista (1893). O romance se passa no meio urbano de Fortaleza, entretanto, suas personagens e seu modo de agir são, em grande medida, frutos de um “espaço de experiência” ligado à Grade Seca de 1877, ponto de partida para compreender quais resquícios ainda persistem desse evento e qual sua relação com o que o autor considera civilizado. Portanto, pode-se inferir que os efeitos, os arranjos e desarranjos da Grande Seca estão presentes ao longo da obra e influenciam o curso das ações da narrativa.

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Publicado
2020-05-31