Colonização do estômago: alimentação como ferramenta colonial nas Minas oitocentistas

Autores

Palavras-chave:

Alimentação, Escravizados, Colonialismo

Resumo

A pesquisa examina a alimentação dos escravizados em Minas Gerais no século XIX, considerando-a como um campo de opressão colonial e instrumento de dominação da vida cotidiana. Busca analisar o rompimento e adaptações das tradições alimentares africanas, os impactos do regime escravista sobre as práticas culturais, religiosas e sociais, e a imposição de uma dieta monótona e limitada que reforçava relações de poder e hierarquias sociais. A investigação utiliza registros de viajantes que documentaram a alimentação dos cativos e demonstra como a imposição de padrões alimentares funcionou como estratégia de controle, moldando a experiência cultural e simbólica dos indivíduos submetidos à escravidão.

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Biografia do Autor

  • Luís Gustavo Villela Pereira, Universidade Federal de Viçosa

    É graduando em História pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Tem interesse na área das Ciências Históricas com ênfase em História Africana e História Afro-brasileira. No campo acadêmico, integrou o laboratório Observatório Africano (OBA), coordenado pelo Prof. Dr. Thiago Henrique Mota (2023-2024). Participou do Programa de Monitoria na disciplina de História da África I pelo Departamento de História da UFV, é membro do projeto de extensão Cultura Afro-brasileira, coordenado pela Profa. Dra. Júnia Marise (2023-presente) e também é integrante do Grupo de Estudos em Educação, Gênero e Raça (EDUCAGERA), coordenado pela Profa. Dra. Maria Simone Euclides (2024-presente). Compõe o laboratório Narrativas, Histórias, Identidades e Memórias Sociais (NHIMES), coordenado pelo Prof. Dr. Angelo Adriano de Assis (2023-presente), integra o projeto Monções da Universidade de Lisboa com extensão para o Departamento de História da UFV, é estudante na Linha de Pesquisa Espiritualidades Africanas: práticas religiosas de origem africana no Império Português (séculos XVI-XVIII), no âmbito do Grupo de Pesquisa do CNPq Itinerâncias: a circulação de atores e saberes e os poderes e resistências em África, liderado pelo Prof. Dr. Alexandre Marcussi da Universidade de São Paulo (USP), e também participa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID) (2024-presente).

  • Angelo Adriano Faria de Assis, Universidade Federal de Viçosa

    Possui graduação (Licenciatura e Bacharelado) em História pela Universidade Federal Fluminense (1995), mestrado em História pela Universidade Federal Fluminense (1998), doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2004) e Pós-doutorado pelas Universidade de Lisboa (2011), Universidade de Évora (2011) e Lettres Sorbonne Université (França, 2021). Desde outubro de 2021 é Professor Titular da Universidade Federal de Viçosa, onde atua na Graduação em História e como Professor Permanente no Programa de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania, onde atua como Coordenador desde setembro de 2022. Foi Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação do Mestrado Acadêmico em Letras entre 2009 e 2023, e membro da Comissão Coordenadora desde 2022 até março de 2023). Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação do Mestrado Acadêmico em História da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. Professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais. É pesquisador, desde 2010, da Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste da Universidade de Lisboa. É Avaliador do SINAES e da REDE Nacional de Ipfes (INEP-MEC). Membro, a partir de 2017, da ABIL (Association of British and Irish Lusitanists). Membro, a partir de 2020, da Deutscher Lusitanistenverband e.V. (Associação Alemã de Lusitanistas). Membro, nos biênios 2020-2022 e 2022-2024, do Conselho Estadual de Arquivos de Minas Gerais. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Colônia, atuando principalmente nos seguintes temas: Inquisição no Brasil; Inquisição no mundo ibérico e colonial; religiões e religiosidades no mundo iberoamericano; criptojudaísmo; cristãos-novos; ensino de história; literatura, história e memória. Presidente da Seção Minas Gerais da Associação Nacional de História - Anpuh-MG, no biênio 2018-2020. Investigador do INCT Proprietas.

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Publicado

10-06-2026

Como Citar

VILLELA PEREIRA, Luís Gustavo; FARIA DE ASSIS, Angelo Adriano. Colonização do estômago: alimentação como ferramenta colonial nas Minas oitocentistas. Temporalidades, Belo Horizonte, v. 18, n. 1, p. 1–17, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/temporalidades/article/view/64098. Acesso em: 8 jul. 2026.