Magé em Revolta: política, repressão e crises locais durante a Revolta da Armada (1891-1894)

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Palavras-chave:

Revolta da Armada, Primeira República, Magé , história local, repressão política

Resumo

Este artigo analisa os impactos políticos, sociais e econômicos da Revolta da Armada (1891–1894) no município de Magé, Estado do Rio de Janeiro, a partir de uma perspectiva de história local articulada às transformações estruturais da Primeira República Brasileira. Mobilizando fontes primárias — jornais da época, relatórios administrativos provinciais, correspondências oficiais e telegramas militares —, o estudo busca compreender como a instabilidade política nacional se traduziu em crises locais, deslocamentos populacionais, práticas de repressão e reconfiguração do poder municipal. O artigo demonstra que Magé, município inserido no Recôncavo da Guanabara e dotado de posição estratégica no acesso à serra fluminense, constituiu um microcosmo das tensões republicanas do período. A ocupação da cidade pelo primeiro-tenente José Augusto Vinhaes, entre novembro de 1893 e fevereiro de 1894, e a subsequente retomada pelas forças do coronel Manoel Joaquim Godolphim revelam os mecanismos de controle territorial, a violência sobre populações civis e a instrumentalização do conflito na construção da memória republicana. Conclui-se que o estudo de municípios periféricos como Magé é indispensável para compreender as múltiplas dimensões de um conflito que não se limitou aos centros do poder político e militar.

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Biografia do Autor

  • Carlito Oliveira Junior, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

    Doutorando em História pelo PPGH-UNIRIO, membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE), com experiência consolidada na gestão pública da cultura e do patrimônio histórico, bem como em pesquisas sobre a história econômica do Rio de Janeiro no século XIX. Atualmente exerce o cargo de Diretor de Preservação do Patrimônio Histórico (SECULTE), com atuação voltada à formulação, implementação e monitoramento de políticas de preservação, proteção de bens culturais e promoção da memória social. Possui experiência em articulação interinstitucional, elaboração de pareceres técnicos, condução de processos de tombamento e desenvolvimento de projetos de educação patrimonial. Seu trabalho situa-se na interface entre pesquisa acadêmica, administração pública e sociedade civil, promovendo o patrimônio como vetor de identidade, desenvolvimento territorial e cidadania cultural. Foi palestrante no TEDxRio Countdown 2024 e é criador do @historiademage, iniciativa dedicada à difusão qualificada da história local e à ampliação do acesso ao conhecimento histórico.

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Publicado

16-10-2026

Como Citar

LOPES DE OLIVEIRA JUNIOR, Carlito. Magé em Revolta: política, repressão e crises locais durante a Revolta da Armada (1891-1894). Temporalidades, Belo Horizonte, v. 18, n. 1, p. 1–25, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/temporalidades/article/view/65045. Acesso em: 24 out. 2026.