Quando a Memória é Política: O IMOPEC e as Vozes Silenciadas do Ceará (1992 – 2015)
Palavras-chave:
memória, imopec, movimento socialResumo
Este trabalho analisa a dimensão educativa das produções do Instituto da Memória do Povo Cearense (IMOPEC) no período de 1992 a 2015, com ênfase nas edições do “boletim raízes” veículo central de circulação de saberes promovido pelo instituto. A pesquisa investiga as representações de povos indígenas, negros e quilombolas nessas publicações, com foco nos aspectos educativos e políticos dessas narrativas. Busca-se compreender de que forma o IMOPEC contribuiu para a preservação da memória desses grupos, o fortalecimento de seus movimentos sociais e a disseminação de seus saberes e demandas em contextos de marginalização. O estudo reconhece o instituto como agente articulador entre memória social, resistência cultural e práticas educativas, valorizando epistemologias historicamente silenciadas. A análise apoia-se nos conceitos de memória de Pierre Nora e em outros autores que discutem a construção de memórias coletivas. Metodologicamente, adota-se o paradigma indiciário, conforme proposto por Carlo Ginzburg (1989), que permite a reconstrução de sentidos a partir de vestígios e indícios presentes nas fontes documentais.
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