"O Infinito" de Leopardi

colocações morfológicas em traduções para o português geradas por inteligências artificiais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.62984

Palavras-chave:

tradução literária, tradução de poesia, Inteligência Artificial

Resumo

Este artigo realiza um estudo comparativo das traduções do poema “O infinito”, de Giacomo Leopardi, geradas por inteligências artificiais (ChatGPT versões paga 5.0 e gratuita 4.0 e Gemini versões paga e gratuita 2,5 pro), com foco nas colocações morfológicas. A pesquisa parte da crescente presença de IAs na tradução literária e da escassez de estudos empíricos sobre a qualidade dessas traduções. A metodologia combina três procedimentos: criação de um agente orientador para auxiliar na elaboração dos prompts, etiquetagem morfológica com o software Stanza e análise de n-gramas via técnica ROUGE. A hipótese é que traduções por IA podem apresentar variações significativas nas estruturas morfológicas. Os resultados indicam que, quantitativamente, as IAs mantêm boa parte das colocações do texto-fonte nas traduções, e que muitos problemas decorrem da formulação inadequada dos prompts. Qualitativamente, observou-se que as IAs conseguiram preservar o estilo leopardiano, especialmente na colocação dos vocábulos.

 

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Biografia do Autor

  • Ingrid Bignardi, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) | Florianópolis | SC | BR
    Doutoranda em Estudos da Tradução (PGET) pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mestre em Estudos da Tradução (2018) (PGET) pela Universidade Federal de Santa Catarina com bolsa Capes. Licenciada em Letras Língua Italiana e Literaturas (2016.1) pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Bacharel em Letras Italiano (2016.2) com honras pela mesma instituição. Foi Bolsista de Iniciação Científica (PIBIC) no período de 2012-2016 com pesquisas do projeto de Tradução Anotada e Comentada do Zibaldone di Pensieri de Leopardi em Português. Desde 2012 Participa do Grupo de Pesquisa do CNPq Estudos Leopardianos. Atualmente é editora redacional, faz parte da diretoria e é revisora da revista Appunti Leopardiani (B2), também é revisora e responsável pela publicação online do periódico Cadernos de Tradução (Qualis A1 Capes) da Universidade Federal de Santa Catarina, revisora da Revista da Anpoll (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguísticas) e desenvolve pesquisas na área de História da Tradução, Literatura Italiana e Estudos da Recepção.

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Publicado

2026-03-23

Edição

Seção

Dossiê: Estudos da tradução e IA: diálogos (im)possíveis

Como Citar

Bignardi, I., & Guerini, A. (2026). "O Infinito" de Leopardi: colocações morfológicas em traduções para o português geradas por inteligências artificiais. Aletria: Revista De Estudos De Literatura, 36(1), 77-101. https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.62984