"O Infinito" de Leopardi
colocações morfológicas em traduções para o português geradas por inteligências artificiais
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.62984Palavras-chave:
tradução literária, tradução de poesia, Inteligência ArtificialResumo
Este artigo realiza um estudo comparativo das traduções do poema “O infinito”, de Giacomo Leopardi, geradas por inteligências artificiais (ChatGPT versões paga 5.0 e gratuita 4.0 e Gemini versões paga e gratuita 2,5 pro), com foco nas colocações morfológicas. A pesquisa parte da crescente presença de IAs na tradução literária e da escassez de estudos empíricos sobre a qualidade dessas traduções. A metodologia combina três procedimentos: criação de um agente orientador para auxiliar na elaboração dos prompts, etiquetagem morfológica com o software Stanza e análise de n-gramas via técnica ROUGE. A hipótese é que traduções por IA podem apresentar variações significativas nas estruturas morfológicas. Os resultados indicam que, quantitativamente, as IAs mantêm boa parte das colocações do texto-fonte nas traduções, e que muitos problemas decorrem da formulação inadequada dos prompts. Qualitativamente, observou-se que as IAs conseguiram preservar o estilo leopardiano, especialmente na colocação dos vocábulos.
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