Sobressaltos e cortes
Ana Cristina Cesar e Marcos Siscar
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.61022Palavras-chave:
Ana Cristina Cesar, Marcos Siscar, destinaçãoResumo
Este texto pretende examinar as afinidades entre a poesia de Ana Cristina Cesar e Marcos Siscar a partir da noção poética de destinação. Em um segundo momento, iremos interpor entre os dois poetas a imagem de João Cabral de Melo Neto, o que permitirá observar também em que ponto os projetos poéticos de Ana Cristina e Marcos Siscar se afastam. Se para a poeta carioca a dicção cabralina da frase de pedras configura um impedimento para a sedução, é essa dicção pedregosa que, muitas vezes, é apropriada pelos poemas de Marcos Siscar.
Downloads
Referências
BORSATO, Fabiane. Frações de proesia: outras metades da arte para dias difíceis. Itinerários, Araraquara, n. 28, p. 225-229, jan./jun. 2009. DOI: https://doi.org/10.58943/irl.v0i0.2152.
CAMPOS, Haroldo de. O geômetra engajado. In: CAMPOS, Haroldo de. Metalinguagem e outras metas: ensaios de teoria e crítica literária. São Paulo: Perspectiva, 2010. p. 77-88.
CESAR, Ana Cristina. A teus pés. São Paulo: Brasiliense, 1987.
CESAR, Ana Cristina. Crítica e tradução. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
CESAR, Ana Cristina. Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
CESAR, Ana Cristina; BOSI, Viviana (org.). Antigos e soltos. Rio de Janeiro: Instituto Moreira Sales, 2008.
COLLOT, Michel. O Outro no Mesmo. Tradução de Marcelo Jacques de Moraes. Alea: Estudos Neolatinos, [s. l.], n. 8, v. 1, [n. p.], jan. 2006. DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-106X2006000100003.
DEGUY, Michel. Prefácio de Não se diz. In: SISCAR, Marcos. Metade da arte. Rio de Janeiro: 7Letras; Cosac & Naify, 2003. p. 77-79.
FUIZA, Solange. Marcos Siscar e o legado de João Cabral. REVELLI, Goiânia, v. 11, p. 1-16, maio 2019. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/revelli/article/view/8489. Acesso em: 09 jun. 2025.
GLENADEL, Paula. Altérités de la poésie: éléments pour une critique poétique contemporaine au Brésil. Galáxia, São Paulo, v. 49, p. 1-20, 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-2553202466575.
GONDAR, Jô. Sobre as pulsões e o dispositivo psicanalítico. Ágora, Rio de Janeiro, v. 4, n. 2, p. 25-35, jul./dez. 2001. DOI: https://doi.org/10.1590/S1516-14982001000200002.
MARQUES, Ivan. “Uma geração pode continuar a outra”: João Cabral de Melo Neto e o modernismo. Estudos Avançados, São Paulo, v. 36, n. 104, p. 73-90, fev. 2002. DOI: https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2022.36104.005.
MELO NETO, João Cabral de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2020.
PEDROSA, Celia. Poesia, crítica e endereçamento. Expansões contemporâneas: literatura e outras formas. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2014.
PEDROSA, Celia. Versos que correm entre a margem e o fluxo, a linha e o corte. In: JORNAL de poesia. Fortaleza: SecrelNet, 2004. Disponível em: http://www.jornaldepoesia.jor.br/celiapedrosa1.html. Acesso em: 09 jun. 2025.
SANTIAGO, Silviano. Singular e anônimo [1984]. Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
SISCAR, Marcos (org.). Escrever para quem? São Paulo: Asa da palavra, 2023.
SISCAR, Marcos. A máquina de João Cabral. Poesia e crise. São Paulo: Editora da Unicamp, 2010b.
SISCAR, Marcos. Ana Cristina Cesar. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2011.
SISCAR, Marcos. Interior via satélite. São Paulo: Ateliê Editorial, 2010a.
SISCAR, Marcos. Isto não é um documentário. Rio de Janeiro: 7Letras, 2019.
SISCAR, Marcos. Metade da arte. Rio de Janeiro: 7Letras; Cosac&Naify, 2003.
SISCAR, Marcos. O roubo do silêncio. Rio de Janeiro: 7Letras, 2006.
SLOTERDIJK, Peter. Regras para o parque humano: uma resposta à carta de Heidegger sobre o humanismo. Tradução de José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Estação Liberdade, 2018.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Danielle Freitas Oliveira (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja The Effect of Open Access).



