Ansiedade odontológica autorrelatada pelas crianças atendidas na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais: fatores associados e correlação com o medo dos pais

  • Ana Clara Ferreira de Paiva
  • Jéssica Madeira Bittencourt UFMG
  • Letícia Pereira Martins
  • Saul Martins Paiva
  • Cristiane Baccin Bendo

Resumo

Introdução: A ansiedade odontológica pode acarretar impactos negativos na condição bucal do indivíduo. Objetivo: Avaliar a presença da ansiedade odontológica nas crianças atendidas na Clínica de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (FO-UFMG), e sua correlação com o medo odontológico de seus pais/responsáveis. Além disso, avaliar a associação entre a presença de ansiedade dessas crianças com tipo de tratamento necessário, o tempo em que faz tratamento na FO-UFMG e com seu comportamento de acordo com a Escala de Frankl.  Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal com uma amostra de conveniência de 65 crianças de 4 a 11 anos de idade atendidas na Clínica de Odontopediatria da FO-UFMG e seus pais/responsáveis. Os Questionários Venham Picture Test Modificado e Dental Fear Survey foram utilizados para mensurar a ansiedade e medo autorrelatados frente o tratamento odontológico das crianças e dos pais/responsáveis, respectivamente. As demais variáveis foram coletadas a partir da ficha clínica da criança. As análises estatísticas foram realizadas através do modelo de regressão de Poisson com variância robusta bivariada e correlação de Pearson. Resultados: O medo odontológico foi associado estatisticamente com complexidade de tratamento, sendo que a exodontia (RP=10,56; 95%IC=3,43-32,53) foi o procedimento mais associado com a presença de ansiedade odontológica nas crianças. O tempo de tratamento inferior a 24 meses também foi associado estatisticamente com presença de ansiedade odontológica pelas crianças (RP=11,52; 95%IC=1,74-76,25), assim como o comportamento definitivamente negativo da criança de acordo com a escala de Frankl (RP=5,46; 95%IC=2,96-10,04). Não houve correlação estatisticamente significativa entre a ansiedade das crianças e o medo dos pais/responsáveis (r=0,049; p=0,697). Conclusão: Crianças com necessidades odontológicas mais complexas, pior comportamento e com tempo de tratamento inferior a 24 meses possuíram maior presença ansiedade odontológica. Entretanto, a ansiedade odontológica das crianças não foi associada ao medo dos seus pais/responsáveis.

 

Palavras-chave: Ansiedade ao tratamento odontológico, Odontopediatria, Comportamento

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Publicado
2019-10-30
Como Citar
de Paiva, A. C. F., Bittencourt, J. M., Martins, L. P., Paiva, S. M., & Bendo, C. B. (2019). Ansiedade odontológica autorrelatada pelas crianças atendidas na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais: fatores associados e correlação com o medo dos pais. Arquivos Em Odontologia, 55. Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/12098
Seção
Artigos

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