Controle de placa no primeiro molar permanente: análise de custo/benefício

  • Kelly Maria Silva Moreira Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Andréa Maria Duarte Vargas Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG
  • David Normando Universidade Federal do Pará -UFP
  • Efigênia Ferreira e Ferreira Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG

Resumo

Objetivo: Avaliar a eficácia e a eficiência do autocontrole de placa em primeiros molares permanentes. Métodos: Participaram 278 escolares de 6 a 8 anos de duas escolas públicas de Belo Horizonte-MG com amostra calculada por estimativa de proporção. Os exames foram realizados, sem prévia escovação dentária, na escola com consultório móvel, por uma profissional calibrada. Os dentes foram categorizados quanto ao estágio de erupção: não erupcionado (0), parcialmente erupcionado (1), totalmente erupcionado (2) e quanto
à presença de placa estagnada na superfície oclusal: sem placa visível (0), restrita a sulcos e fissuras (1), facilmente detectável (2) e totalmente coberta por placa (3). Foram desenvolvidas atividades coletivas de orientação para escovacão, com ênfase no primeiro molar permanente. Após 6 meses, outra avaliação foi realizada juntamente com o reforço à orientação da escovação. Os dados foram submetidos ao teste de Mann- Whitney e à regressão logística. Resultados: Os dentes em processo de erupção mostraram maior possibilidade
de apresentar placa que aqueles com completa erupção (Odds Ratio=0,52 [0,40-0,68]; p<0,0001), no exame inicial. Foi observada uma redução de 13% da presença de placa estagnada nos primeiros molares permanentes
após o trabalho educativo. O tempo despendido para o programa foi de aproximadamente 53 horas, com custo total de R$ 637,34 (~1,23/criança). Conclusão: A orientação para uma técnica de escovação com remoção de
placa estagnada no primeiro molar permanente mostrou-se eficaz e eficiente para o controle da cárie dentária, sobretudo quando o mesmo se encontra em infra-oclusão.
Descritores: Cárie dentária. Placa dentária. Dente. Molar.

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Biografia do Autor

Kelly Maria Silva Moreira, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Especialista e Mestranda em Odontopediatria, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Piracicaba,
São Paulo, Brasil.

Andréa Maria Duarte Vargas, Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG
Doutora em Epidemiologia, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, Minas Gerais Brasil.
David Normando, Universidade Federal do Pará -UFP
Doutor em Odontologia, Universidade Federal do Pará (UFP), Belém, Pará, Brasil.
Efigênia Ferreira e Ferreira, Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG
Doutora em Epidemiologia, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

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Publicado
2016-07-18
Como Citar
Moreira, K. M. S., Vargas, A. M. D., Normando, D., & Ferreira, E. F. e. (2016). Controle de placa no primeiro molar permanente: análise de custo/benefício. Arquivos Em Odontologia, 52(2). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3695
Seção
Artigos

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