Estabelecimento in vitro de Ceiba rubriflora Carv.-Sobr. e L. P. Queiroz

uma espécie endêmica do vale do rio São Francisco

Autores

  • Anna Luiza Mota Docha Universidade Federal de Minas Gerais, Curso de Engenharia Florestal, Campus Montes Claros. Montes Claros, MG. Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2903-4357
  • Leandro Silva Oliveira Universidade Federal de Minas Gerais, Curso de Engenharia Florestal, Campus Montes Claros. Montes Claros, MG. Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0800-5001
  • Nayara dos Santos Souza Universidade Federal de Minas Gerais, Curso de Engenharia Florestal, Campus Montes Claros. Montes Claros, MG. Brasil. https://orcid.org/0000-0003-3691-7294
  • Gilvano Ebling Brondani Universidade Federal de Lavras, Curso de Engenharia Florestal. Lavras, MG. Brasil. https://orcid.org/0000-0001-8640-5719

DOI:

https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.24029

Palavras-chave:

Paineira rubi, Mata seca, Conservação de espécie, Micropropagação

Resumo

Ceiba rubriflora é uma espécie nativa da região do médio São Francisco que se encontra em risco crítico de extinção. Em decorrência do endemismo da espécie, a produção de sementes é escassa e a micropropagação apresenta-se como ferramenta para a propagação da espécie. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi estabelecer in vitro sementes de C. rubriflora após desinfestação com diferentes concentrações de cloro ativo e testar a multiplicação in vitro de brotações apicais em diferentes concentrações de 6-benzilaminopurina (BAP). O estabelecimento in vitro das sementes foi realizado em meio de cultura MS, sendo estas submetidas previamente à desinfestação com hipoclorito de sódio (NaOCl) nas concentrações de 0,0; 0,5; 1,0; 1,5 e 2,5% de cloro ativo. Em condições in vitro, brotações apicais das plântulas germinadas foram utilizadas como explantes para a multiplicação, em meio de cultura MS, suplementado com BAP nas concentrações de 0,0; 1,0 e 2,0 mg L-1. As avaliações foram referentes à sobrevivência das plântulas, à contaminação fúngica e bacteriana e ao número de brotações por explante. A germinação in vitro das sementes foi superior a 98% com taxa de sobrevivência das plântulas maior que 50%. A porcentagem total de contaminação fúngica foi de apenas 2%, isenta de culturas bacterianas. Não houve multiplicação das brotações apicais de C. rubriflora em um único subcultivo in vitro em meio de cultura com BAP. Os resultados demonstram a viabilidade da germinação in vitro de sementes de C. rubriflora para a introdução e posterior processo de micropropagação, abrindo perspectivas para maiores estudos com a espécie.

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Publicado

2020-09-25

Como Citar

Docha, A. L. M. ., Oliveira, L. S., Souza, N. dos S. ., & Brondani, G. E. . (2020). Estabelecimento in vitro de Ceiba rubriflora Carv.-Sobr. e L. P. Queiroz: uma espécie endêmica do vale do rio São Francisco. Caderno De Ciências Agrárias, 12, 1–5. https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.24029

Edição

Seção

COMUNICAÇÕES CIENTÍFICAS

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