Técnicas de sensoriamento remoto para análise temporal do espelho d’água da Lagoa Grande na cidade de Sete Lagoas – MG

Autores

  • Fernanda Mara Coelho Pizani Universidade Federal de Minas Gerais
  • Max Paulo Rocha Pereira
  • Matheus Miranda da Silva
  • Marcos Antônio Timbó Elmiro

Palavras-chave:

Sensoriamento remoto, Geotecnologia, Análise espaço-temporal, Recurso hídrico

Resumo

Nos últimos anos muitos estudos têm sido desenvolvidos acerca das pressões que os corpos hídricos vêm sofrendo frente à urbanização, industrialização e demais usos que impactam direta e indiretamente esses recursos. As superfícies lacustres exercem importante papel na qualidade ambiental de áreas urbanas e periurbanas. O município de Sete Lagoas é caracterizado pela baixa disponibilidade de água superficial, logo o consumo urbano (residencial, industrial e demais usos) é obtido quase em sua totalidade (cerca de 95%) de poços subterrâneos. As áreas de recarga hídrica são de extrema importância para manutenção dessa captação de água. A Lagoa Grande se apresenta como uma lagoa perene que demonstra uma diminuição do seu espelho d’água nos últimos dez anos, mais expressivamente nos últimos cinco anos. Este trabalho tem por objetivo demonstrar tal redução utilizando ferramentas e técnicas de sensoriamento remoto aliadas a análises estatísticas, de forma a discutir o potencial dessas metodologias no monitoramento de variáveis ambientais. Os resultados obtidos por meio das imagens de satélites mostraram-se eficientes na detecção da perceptível diminuição do espelho d’água da Lagoa Grande. Identificou-se a existência de uma significante redução da área desta lagoa em relação às demais analisadas (cerca de 81% de decréscimo do espelho d'água no período analisado – 2008 a 2018).

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Publicado

2021-07-02

Como Citar

Pizani, F. M. C., Pereira, M. P. R., Silva, M. M. da, & Elmiro, M. A. T. (2021). Técnicas de sensoriamento remoto para análise temporal do espelho d’água da Lagoa Grande na cidade de Sete Lagoas – MG. Revista Geografias, 29(1), 81–102. Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/geografias/article/view/25893

Edição

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