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Volumen 5, Núm. 81º e 2º Semestres de 2018

Publicado junio 3, 2019

Outra Margem: Ano 5 — n. 8 - 1o e 2o semestres de 2018

Descripción del número

A edição de 2018 da revista Outra Margem está disponível para visualização e download em PDF.

Número completo

Entrevistas

  1. ARBITRARIEDADE LÓGICA E OTIMISMO: SOBRE A CRÍTICA DE SCHOPENHAUER À DIALÉTICA DE HEGEL

    Nosso trabalho oferece um mapeamento dos argumentos de Schopenhauer contra o método dialético de Hegel. Mais precisamente, essa lógica é criticada porque reclama uma espécie de conexão com a realidade, não possui necessidade lógica em seus raciocínios e, por fim, implica certa teleologia histórica. A maior parte desses ataques pressupõe algumas teses do próprio sistema schopenhaueriano, pelo que faremos uma ligeira reconstrução delas. A avaliação do alcance de todas essas objeções de Schopenhauer à dialética de Hegel também é uma problemática presente na nossa pesquisa.

Artigos

  1. HANNAH ARENDT E A FILOSOFIA CONTRA A FUNCIONALIZAÇÃO

    Este artigo tem por objetivo mostrar a importância da crítica de Hannah Arendt à funcionalização à qual ela contrapõe a filosofia. Desde seu exame da obra Ideologia e utopia, de Karl Mannheim, em 1930, a autora busca resgatar a relevância do significado das experiências, o que se mostrará ainda mais urgente no pós-guerra pela compreensão do caráter inédito do totalitarismo, na avaliação do legado de Karl Marx e dos desafios relacionados às consequências da artificialização da natureza pela ciência. A referida crítica, portanto, tem papel fundamental na busca do significado e na reafirmação do valor filosófico da política que marcam a obra de Hannah Arendt.

  2. O PACTO HOBBESIANO: DAS PAIXÕES A SOCIEDADE CIVIL

    O objetivo deste artigo é refletir a partir da obra Leviatã do filósofo Thomas Hobbes, sobre a necessidade da criação do Estado civil como forma de garantir a proteção e defesa dos homens, bem como, analisar o papel das paixões na passagem do estado de natureza para o estado civil, dando destaque para a paixão ‘desejo’. O problema a ser investigado é se realmente as paixões são ou não essenciais na criação, do estado civil proposto por Hobbes. A tese é de que as paixões levam os homens a serem lobos uns para os outros no estado de natureza, mas também, se colocam como causa motivadora da sociedade civil.

  3. RECURSO HEURÍSTICO EM JOHN RAWLS: UMA JUSTIFICAÇÃO PARA UMA TEORIA POLÍTICA

    O presente artigo traz um estudo sobre o que o filósofo estadunidense John Rawls chamou de Recurso Heurístico. Pretendemos mostrar que o professor de Harvard usa esse termo em dois momentos na sua Teoria da Justiça como Equidade. O primeiro é quando se refere à Posição Original. O segundo momento em que John Rawls usa expressão Recurso Heurístico diz respeito ao que ele chamou de Princípio Maximin (maximizar o mínimo). Nesse sentido, este artigo pretende lançar luz sobre o significado do termo Recurso Heurístico na Filosofia de John Rawls. Para tanto, demonstraremos em que sentido Rawls utiliza esse conceito, bem como as origens de tal recurso, que defendemos estarem associadas ao pensamento de Immanuel Kant. Desse modo, apresentaremos como o pensamento de Kant desempenhou um papel fundamental na formulação da teoria de John Rawls, mas antes mostrando como se desenvolve a concepção do recurso heurístico no pensamento de outros filósofos como Lakatos, Mach, e Vaihinger.

  4. MERLEAU-PONTY E O PRIMADO DA PERCEPÇÃO: O CORPO COMO MARCA DA CUMPLICIDADE ENTRE AS OBRAS DE 1942 E 1945

    Neste artigo, veremos como A Estrutura do Comportamento (1942) e a Fenomenologia da Percepção (1945) redefinem as noções de consciência e objeto de consciência, apontando ao primado da percepção, que, encarnado, integra-se ao ser-nomundo e brota como inerência racional e vital. De noções como estrutura, forma e ordem, a tese de 1942 redimensiona a relação entre alma e corpo a partir consciência perceptiva e prepara uma fenomenologia capaz de retornar às fontes do envolvimento pré-reflexivo com o mundo. Desta feita, é no cerne do Lebenswelt que a obra de 1945 restitui o sentido de ser de todos os seres possíveis, pois descreve nossa inserção
    mundana mais originária, a partir da qual o contato com qualquer transcendência é possível. Sendo “eu e meu”, o corpo é, aqui, não só a Gestalt que delimita quem somos e como podemos ser, mas a existência em seu movimento de transcendência; a gênese
    do sentido e do lugar de nossas experiências. Medidor do mundo e lugar da percepção, defenderemos que o corpo é, para Merleau-Ponty, a marca da cumplicidade entre a
    crítica da noção de estrutura pela análise do comportamento (1942) e o exame fenomenológico da percepção (1945), pois descreve modos de ser essencialmente
    ambíguos.

  5. NATUREZA HUMANA: PAIXÃO CATIVA, RAZÃO LIVRE

    O presente trabalho pretende analisar a definição de natureza humana a partir do que a tradição filosófica entender ser a trilogia política de Hobbes, a saber, Os elementos, 1640, Do Cidadão, 1642, e o Leviatã, 1651. Desse modo é preciso ter em vista a importância da concepção de universo materialista e de razão nominalista na concepção da antropologia hobbesiana. De tais concepções, realidade material e razão nominalista, resulta uma natureza humana tão desejante quanto racional, contudo, em certo sentido, livre porque através da linguagem o homem constrói sua autoimagem pela qual se relaciona moralmente, portanto livre, com os outros agentes. Embora seja uma definição problemática porque deriva da relação entre razão nominalista e realidade material. Isto é, toda definição sempre será apenas um nome atribuído a um corpo sem a garantia da correspondência necessária entre eles. De qualquer modo essa é a forma humana de se relacionar e ser moral.

  6. O PERCURSO DA HERMENÊUTICA FILOSÓFICA DE PAUL RICOEUR EM DIREÇÃO AO “MUNDO DO TEXTO”

    A proposta desse artigo é apresentar o percurso hermenêutico desenvolvido
    por Paul Ricouer na primeira parte de sua obra “Do Texto à Ação”. O objetivo é mostrar o caminho hermenêutico construído por Ricoeur em direção ao “Mundo do Texto”. Esse itinerário hermenêutico está estruturado em torno de cinco questões fundamentais: 1) A
    realização da linguagem como discurso; 2) A relação do discurso como obra
    estruturada; 3) A relação da fala com a escrita no discurso e nas obras de discurso; 4) A obra de discurso como projeção de um mundo, o “Mundo do Texto”; 5) O discurso e a obra de discurso como mediação da compreensão de si. A hermenêutica filosófica de Paul Ricoeur tem como temática central o “Mundo do Texto”. Ricoeur define o “Mundo do Texto” como um mundo que um texto propõe, um mundo no qual o leitor pode
    habitar, um mundo no qual se pode projetar seus possíveis mais próximos. Portanto, será mostrado todo esse percurso em direção ao “Mundo do Texto”. O método utilizado nesta pesquisa é o da revisão bibliográfica.

  7. FIGURAÇÕES DO CORPO NEGRO: O EXÍLIO DO CORPO E DA ALMA EM ORPHÉE NOIR E SUAS INTERLOCUÇÕES CONTEMPORÂNEAS

    A análise que segue pretende traçar reflexões sobre o corpo negro à luz do
    prefácio Orphée noir (Orfeu Negro), escrito por Jean-Paul Sartre (1905-1980), para a Anthologie de la nouvelle poésie nègre et malgaxe de langue française, lançada em 1948 pelo pensador senegalês Léopold Sédar Senghor (1906-2001). Nesta perspectiva, as reflexões se inserem em um esforço de perceber não só a importância do Orfeu Negro para o Movimento da Négritude, mas também captar a forma sensível com que o Prefácio nos instiga a entender de que existe um “significado canônico” (MBEMBE, 2001) no que tange ao corpo negro, oriundo da consolidação dos Impérios coloniais, e que esse significado perpetua seus ecos na contemporaneidade. Além disso, Sartre nos mostra que este mesmo corpo é capaz de se converter em estratégias de combate às significações canônicas que lhe são atribuídas e propagadas pela narrativa colonial.

  8. DAVID HUME ENTRE O “ESCRITOR” E O “FILÓSOFO” DE ARENDT

    Nesse artigo, posiciono David Hume na divisão entre “filósofos” e “escritores” políticos proposta por Hannah Arendt para o período moderno. Primeiro, identifico as principais características da tradição da filosofia política e o que distancia os escritores dessa tradição, notoriamente a posição do filósofo em relação à cidade e a divisão entre essência e aparência na política. Em seguida, argumento que, apesar de apresentar tais discussões em um registro diferente daquele adotado por Arendt, uma leitura da questão da identidade pessoal e do surgimento da justiça e do governo no Tratado da Natureza Humana nos permitem posicionar Hume no campo da tradição filosofia política, ainda que com uma postura crítica aos elementos que Arendt toma como definidores dessa tradição e que, portanto, aproxima Hume da “escritura política”.

  9. CREDENCIAMENTO DESCREDENCIADOR DA ARTE

    O artigo discute a noção de descredenciamento filosófico da arte do filósofo estadunidense Arthur Danto apresentado em sua obra O descredenciamento filosófico da
    arte. Argumenta-se que a filosofia da arte de Danto apresenta certos elementos de descredenciamento da arte semelhantes àqueles que o próprio filósofo denunciou em sua abordagem histórica da suposta tendência filosófica de tornar a arte efêmera. Para isso,
    analisa-se a relação entre a filosofa da arte de Danto e sua concepção de filosofia apresentada em Connections to the Worlds.

  10. O ANTEROS E A RESPOSTA AMOROSA: SOBRE A RECIPROCIDADE NO FEDRO DE PLATÃO

    Neste artigo tento mostrar que não há uma total hierarquia na teoria do eros
    platônico, a partir de duas passagens fundamentais da palinódia socrática no Fedro. A posição ativa e passiva, referente respectivamente ao erastes (amante) e ao eromenos (amado), perde campo no Fedro, a partir do momento em que Sócrates defende uma reciprocidade, intrínseca ao movimento erótico, de forma incontornável. Amado e amante são um espelho um do outro. Partindo de um estágio determinado do
    relacionamento, tornam-se uma e a mesma pessoa erótica e desejante, indo, assim, à busca do conhecimento verdadeiramente existente.

  11. A TRANSFORMAÇÃO DA FENOMENOLOGIA POR HEIDEGGER E A PERGUNTA PELO SENTIDO DE SER (SINN VON SEIN)

    O artigo visa esclarecer de que maneira a crítica imanente à fenomenologia husserliana realizada por Heidegger conduziu o autor a pergunta pelo sentido de ser (Sinn von Sein). Acompanhando algumas preleções na década de 1920 anteriores a Ser e Tempo e analisando a Sexta Investigação Lógica de Husserl, ao distinguir intuição sensível da categorial, pretendemos expor como Heidegger acessa compreensão do sentido múltiplo do ente, e assim, a pergunta capital de sua filosofia expressa em 1927 na obra Ser e Tempo.

  12. A ARTE E O CAOS EM BACON E DELEUZE: QUEBRA DE CLICHÉS E RESISTÊNCIA POLÍTICA

    O presente trabalho visa investigar o pensamento de Gilles Deleuze desenvolvido a partir da obra de Francis Bacon. Trata-se aqui não de uma análise focada nas qualidades artísticas, mas especificamente, de uma investigação centrada em conceitos fundamentais que, consoantes à prática do artista, nos ajuda a entender dinâmicas da criação em outros campos, como no caso do conceito de “caos”. Mais adiante, será apresentado também como o trabalho com o “caos”, engendrado pelo “diagrama” da pintura, auxilia o artista não só a escapar dos clichês, mas também na criação de "corpos sem órgãos”, de resistência política contra concepções opressoras a formas distintas de vida.

  13. MARX E A RELIGIÃO COMO ONTOLOGIA NA CFD DE HEGEL: UMA CRÍTICA MATERIALISTA

    A abordagem marxiana sobre a religião parece ser de tal forma conhecida
    que tão logo o tema é colocado em pauta para discussão já surgem suas fórmulas mais expressivas e amplamente conhecidas. Esse recurso a expressões consagradas sobre o tema parece encerrar a problemática suscitada sem que ocorra sua exposição. Por pensar essa forma de abordagem insuficiente, pois que se pauta por repetição e não pelo esclarecimento do tema, me proponho uma via alternativa na exposição sobre o tema. Procuro tratar da problemática da religião na obra de Marx em um momento crucial de sua produção intelectual para, assim, elucidar aquelas fórmulas mais conhecidas. Todavia, para isso vamos acompanhar, brevemente, a relação que Feuerbach estabelece entre a teologia e o pensamento de Hegel e a crítica que disso se segue. Após isso acompanharemos a recepção e a especificidade da crítica dirigida por Marx sobre este
    tema.

  14. O PROBLEMA DA OBEDIÊNCIA NO CONTEXTO DA GOVERNAMENTALIDADE EM MICHEL FOUCAULT

    A reflexão sobre o tema do governo e a “governamentalidade” ganham lugar privilegiado na investigação de Foucault a partir do curso de 1978, Segurança, território, população. Neste contexto, Foucault, propondo-se a fazer uma “genealogia” da governamentalidade, encontra no pastorado cristão uma tecnologia de governo singular, marcada, entre outras coisas, por uma instância de obediência pura na qual a obediência vale por si mesma. Pretende-se neste texto examinar a análise feita pelo autor acerca do problema da obediência pura e integral, que emerge do pastorado cristão e que se insere no contexto da investigação Foucaultiana acerca da governamentalidade, buscando compreender, assim, seu significado, seu objetivo e sua especificidade, tal como pensados por Foucault.

  15. DA AMBIVALÊNCIA SIMBÓLICA À EQUIVALÊNCIA GERAL: O CORPO EM UMBERTO GALIMBERTI

    O trabalho a seguir visa apresentar o que Galimberti entende por ambivalência simbólica e equivalência geral, no que diz respeito especificamente ao problema do corpo humano. Com efeito, o homem foi tradicionalmente concebido como animal racional ou como composto de alma e corpo. No entanto, o que significa “corpo” e “alma” permanece não esclarecido. No período homérico os gregos ainda não conheciam, na verdade, um termo unitário para expressar esses dois momentos da realidade humana. Foi Platão quem resolveu a multiplicidade de termos com que antes se expressava o ser do homem na unidade conceitual, forjando o conceito de alma e corpo tal como hoje ainda os entendemos. Para Galimberti, porém, o que Platão fez foi reduzir a antiga ambivalência simbólica com que os gregos vivenciavam sua corporeidade à equivalência geral proporcionada pelo conceito. O autor em seguida critica as consequências e apresenta os desdobramentos dessa equivalência no pensamento ocidental. Finalizaremos o trabalho apresentando a distinção a que o autor chama a atenção entre corpo e organismo, defendendo a relevância de se pensar a corporeidade para além da materialidade biológica.

  16. A FILOSOFIA ANTI-CARTESIANA DE LEIBNIZ

    O objetivo desse artigo é mostrar que Leibniz é um pensador ‘antiCartesiano’. À luz da crítica que Leibniz fez à filosofia de Descartes, nós argumentaremos que Leibniz não pode ser incluído entre aqueles filósofos que são tradicionalmente designados ‘cartesianos’. Para alcançar esse objetivo, nós primeiramente demonstraremos que Leibniz destruiu os fundamentos metodológicos e metafísicos da filosofia de Descartes,‘cortando’, por assim dizer, as ‘raízes’ de seu sistema filosófico. Depois, nós mostraremos que Leibniz também atacou vigorosamente a disciplina que Descartes considerava a mais importante em sua filosofia: a física ou filosofia natural. Todas essas discussões vão iluminar o fato de que Leibniz enxergava a si mesmo como um filósofo ‘anti-cartesiano’, o que refuta nossa crença de que ela era um seguidor de Descartes.

  17. A QUESTÃO DA VIDA NOS PRIMEIROS ESCRITOS DE WALTER BENJAMIN

    O presente trabalho visa apresentar uma detalhada análise dos primeiros trabalhos de Walter Benjamin, de sua construção e influências, bem como, a maneira como trazem a questão da vida em sua argumentação. Elaborados ainda na década de 1910, no auge da juventude do autor, além de trazerem as “angústias naturais” da idade, como a relação entre pais e filhos, a escolha da formação profissional, a descoberta da sexualidade ou o início das responsabilidades da vida adulta, esses escritos apresentam a constituição de um potente pensamento em relação ao tema vida. Pode-se dizer que esses primeiros escritos apresentam uma excêntrica filosofia da vida do autor. Marcado pelas propostas reformistas do período, pelo ativismo no movimento estudantil, pela formação universitária neokantiana e nietzschiana, esses primeiros trabalhos de Benjamin são o gérmen de uma nova forma de pensar a vida em suas relações com a linguagem, as artes e a história que marcará todo o conjunto da obra do pensador. 

  18. OS CONCEITOS DE EMANCIPAÇÃO E A CRÍTICA DO TRABALHO NO MARX PRECOCE

    O objetivo deste texto é o de abordar os conceitos de emancipação utilizados
    por Karl Marx em dois artigos escritos em 1843 e publicados nos Anais Franco-alemães – a emancipação política e a emancipação humana –, buscando traçar como a partir dessas concepções ele desenvolveu sua crítica, ainda de maneira precoce, às noções que se propunham a afirmar a igualdade ontológica ou metafísica dos seres humanos a partir do trabalho abstrato. Nesse sentido, a crítica ontológica e do trabalho estranhado feitas por Marx são tomadas dos cadernos de estudos de 1844 e publicados integralmente apenas em 1932 sob o título de “Manuscritos econômico-filosóficos”, marcando ao mesmo tempo elementos de ruptura e continuidade – portanto suprassunção – de sua concepção filosófico-científica pós hegeliana de até então.

  19. HEIDEGGER, KANT E O PROBLEMA DA LIBERDADE

    Analiso neste trabalho a questão da demarcação causal do problema da
    liberdade. Esse problema surge da interpretação heideggeriana da obra de Kant. Para isto, examino a interpretação fenomenológica do sentimento de respeito, visando a correta determinação do modo de ser daquele que age. Em seguida, caracterizo em linhas gerais a famosa interpretação fenomenológica da Crítica da Razão Pura. Com isto será possível fazer um primeiro aceno para a noção de espontaneidade em sua ligação
    com o conceito de liberdade. Esta avaliação será importante do ponto de vista metodológico, pois prepara para a análise da relação entre liberdade e causalidade. Será possível assim considerar de um ponto de vista ontológico-fundamental um tipo de
    liberdade distintivo, não derivado da estrutura causal comumente a ela associada.

Traduções

  1. A QUEIXA DAS DAMAS: Marie de Gournay

    "Bendito és tu, leitor, se tu não pertences àquele sexo interditado de todos os bens, privando-lhe da liberdade e também de quase todas as virtudes, subtraindo-lhe as cargas, ofícios e funções públicas; em uma palavra, tirando-lhe o poder da moderação, do qual a maioria das virtudes se formam, a fim de lhe atribuir como única felicidade, como virtudes soberanas e únicas, a ignorância, a servidão e a faculdade de se fazer de bobo se este jogo lhe apraz."