Metamorfoses, alegoria e mímeses em l’Orfeo de Claudio Monteverdi e Alessandro Striggio

Autores/as

  • Silvana R Scarinci Universidade Federal do Paraná, Brasil

Palabras clave:

mímeses e música, música do século XVII e metamorfoses, Ovídio e música, música e alegoria

Resumen

Este ensaio traz algumas reflexões sobre a construção do personagem fundador da ópera, Orfeu, da obra homônima de 1607, de Claudio Monteverdi e Alessandro Striggio. Na gênese do novo espetáculo, o personagem foi escolhido graças a seu potencial alegórico, fator que entrava em choque com uma teoria da mímeses baseada na Poética de Aristóteles. Como arguta solução, garantindo o triunfo do melodrama, Monteverdi e Striggio transformam o poeta-cantor em herói, dotando-o de individualidade ímpar, móvel e flexível. A teoria da tragédia ampara a criação do dramma per musica, enquanto o tema das transformações de Ovídio seduz os compositores da nova música e fornecem modelos e ferramentas para a representação dos afetos contrários, capazes de comover a alma do espectador.

Biografía del autor/a

  • Silvana R Scarinci, Universidade Federal do Paraná, Brasil

    Departamento de Artes

    Professor Associado

Publicado

2017-08-09

Número

Sección

Artículos en Portugués/Español

Cómo citar

“Metamorfoses, Alegoria E mímeses Em l’Orfeo De Claudio Monteverdi E Alessandro Striggio”. 2017. Per Musi, no. 36 (August). https://periodicos.ufmg.br/index.php/permusi/article/view/5221.