Avaliação das dificuldades dos ingressos no curso de licenciatura em Química no sertão pernambucano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2237-5864.2015.1976

Palavras-chave:

Dificuldades na aprendizagem, Ensino de Química, Ingressos em Química

Resumo

As experiências adquiridas durante o primeiro ano na universidade são muito importantes para a permanência do estudante no ensino superior. Porém, o processo de ensino e aprendizagem é, em geral, permeado de dificuldades e, no ensino de Química, não é diferente, muitos são os entraves para a construção do conhecimento. O objetivo desta pesquisa foi identificar algumas dificuldades encontradas no início do curso de Química, enfrentadas pelos alunos da Universidade Federal Rural de Pernambuco, na Unidade Acadêmica de Serra Talhada. A pesquisa, de caráter quantitativo, deu-se por meio da aplicação de um questionário para 40 alunos do primeiro e do segundo períodos. Os resultados revelam algumas dificuldades apresentadas pelos estudantes, como a necessidade de abstração de conceitos químicos, apontando as dificuldades na formação básica como uma das principais causas. Estudos sobre o acompanhamento dos discentes são de grande importância, pois contribuem com a forma como percebemos o calouro, permitindo-nos entender suas dificuldades.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jéssica Itaiane Ramos de Souza, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Recife, PE, Brasil.

Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST). Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Estudante de graduação do curso de licenciatura em Química da UFRPE, na Unidade Acadêmica de Serra Talhada, é bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação cientifica (PIBIC).

Quesia dos Santos Souza Leite, Faculdade Frassineti do Recife (FAFIRE), Recife, PE, Brasil.

Colégio Souza Leão. Faculdade Frassineti do Recife (FAFIRE). Docente em Língua Portuguesa e especialista em Linguística Aplicada no Ensino da Língua Portuguesa. Desenvolve pesquisas em variação linguística, formação de professores e leitura cientifica.

Bruno Silva Leite, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Recife, PE, Brasil.

Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST). Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Programa de PósGraduação em Química – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Docente de Química. É mestre em Ensino de Ciências e realiza doutoramento em Química Computacional. Desenvolve pesquisas em Ensino de Química com aplicação das TICs no Ensino; Instrumentação para o Ensino; Formação de professores. É coordenador do grupo de pesquisa de Inves gação de Prá cas Metodológicas no Ensino de Química e do Laboratório para Elaboração e Utilização de Tecnologias no Ensino de Química.

Referências

ANDERSSON, B. Pupils’ conceptions of matter and its transformations (age 12-16). Studies in Science Education, v. 18, p. 53-85, 1990.

ARASASINGHAM, R. D.; TAAGEPERA, M.; POTTER, F.; LONJERS, S. Using knowledge space theory to assess student understanding of stoichiometry. Journal of Chemical Educa on, v. 81, n. 10, p. 1.517-1.524, 2004.

AUSUBEL, D. P. The psychology of meaningful verbal learning. New York: Grune and Stratton, 1963.

BACHELARD, G. A formação do espírito cient´ífico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Tradução: Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.

BECKER, F. O que é o construtivismo? Revista de Educação AEC, v. 21, n. 83, p. 7-15, 1992.

BOO, H. K. Students’ understandings of chemical bonds and the energetic of chemical reactions. Journal of Research in Science Teaching, v. 35, n. 5, p. 569-581, 1998.

CAPOVILLA, S. L.; SANTOS, A. A. A. Avaliação da influência de atividades extramuros no desenvolvimento pessoal de universitários. Psico-USF, v. 6, p. 49-58, 2001.

CAVALCANTE, D. D.; SILVA, A. F. A. Modelos didáticos de professores: concepções de ensino-aprendizagem e experimentação. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENSINODE QUÍMICA, 14. 2008. Curitiba, Anais... Curitiba: UFPR, 2008.

CROSS, D.; AMOUROUX, R.; CHASTRETTE, M.; LEBER, J.; FAYOL, M. Conceptions of First-Year University Students of the Constituents of matter and the notions of acids and bases. European Journal of Science Educa on, v. 8, n. 3, p. 305-313, 1986.

CUNHA, M. I. O bom professor e sua prática. Campinas: Papirus, 1999.

FERNANDES, L. S.; CAMPOS, A. F.; JUNIOR, C. A. C. M. Concepções Alternativas dos Estudantes sobre Ligação Química. Experiências em Ensino de Ciências, v. 5, n. 3, p. 19-27, 2010.

FERNANDEZ, C.; MARCONDES, M. E. R. Concepções dos estudantes sobre ligação Química. Química Nova na Escola, v. 24, n. 2, p. 20-24, 2006.

FIOR, C. A.; MERCURI, E. Formação universitária: o impacto das atividades não obrigatórias. In: MERCURI, E.; POLYDORO, S. A. J. (Orgs.), Estudante universitário: características e experiências de formação. Taubaté: Cabral, 2003, p. 129-154.

FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa cientifica. Fortaleza: UEC, 2002.

GALAGOSKY, L.; ADURIZ-BRAVO, A. Modelos y analogías en la enseñanza de las Ciencias Naturales. El concepto de modelo didáctico analógico. Enseñanza de las Ciencias, v. 19, n. 2, p. 231-242, 2001.

GOMES, H. J. P.; OLIVEIRA, O. B.; Obstáculos epistemológicos no ensino de ciências: um estudo sobre suas influências nas concepções de átomo. Ciência e cognição, v. 12, 2007.

KUH, G. D. The other curriculum: out-of-class experiences associated with student learning and personal development. The Journal of Higher Educa on, v. 66, n. 2, p. 123-155, 1995.

KUH, G. D.; HU, S. The effects of student-faculty interaction in the 1990s. The Review of Higher Educa on, v. 24, n. 3, p. 309-332, 2001.

LECOURT, D. Para uma crítica da epistemologia. Lisboa: Assírio Alvim, 1980.

LOPES, A. C. Livros didáticos: Obstáculos ao aprendizado da ciência química. Química Nova, v. 15, n. 3, p. 254–261, 2007.

MALDANER, O. A. A Formação Inicial e Continuada de Professores de Química – Professores/Pesquisadores. Ijuí: UNIJUÍ, 2003.

MENDONÇA, P. C. C.; JUSTI, R.; OLIVEIRA, M. M. Analogias sobre Ligações Químicas elaboradas por alunos do ensino médio. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 6, n. 1, p. 22-34, 2006.

MORAN, J. M. O vídeo na sala de aula. Comunicação e Educação, v. 2, p. 27-35, 1995.

MOREIRA, A. C.; KIMA, F. M.; SILVA, P. N. A difícil tarefa de acadêmicos de curso noturno em conciliar trabalho e Estudo. Interdisciplinar: Revista Eletrônica da Univar, n. 6, p. 51-56, 2011.

MORTIMER, E. F. O Significado das fórmulas Químicas. Química Nova na Escola, n. 3, p. 19-21, 1996.

MORTIMER, E. F. Regra do octeto e teoria da ligação química no ensino médio: dogma ou ciência? Química Nova, v. 17, n. 2, p. 243-252, 1994.

NOVAK, J. D.; GOWIN, D. B. Learning how to learn. Cambridge: Cambridge University Press, 1984.

NUÑES, I. B.; RAMALHO, B. L. Fundamentos do Ensino-Aprendizagem das Ciências Naturais e da Matemática: o novo ensino médio. Porto Alegre: Sulina, 2004.

PARENTE, L. T. S. Bachelard e a química: no ensino e na pesquisa. Fortaleza: Ed. da Universidade Federal do Ceará, 1990.

PASCARELLA, E. T.; TERENZINI, E. T. How college affects students: A third decade of research. v. 2. San Francisco: Jossey-Bass, 2005.

PEREIRA, J. E. D. As licenciaturas e as novas políticas educacionais para a formação docente. Educação & Sociedade, n. 68, 1999.

POZO, J. I.; CRESPO, M. A. G. A aprendizagem e o ensino de ciências – do conhecimento cotidiano ao conhecimento científico. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

POZO, J. I.; CRESPO, M. A.; GOMEZ, L.; SERRANO, M.; SANZ, A. Procesos cognitivos en la comprensión de la ciencia: las ideas de los adolescentes sobre la química. Madrid: Centro de Publicaciones del Ministerio de Educación y Ciencia, 1991.

REASON, R. D. ROBINSON, W. R. An alternative framework for chemical bonding. Journal of Chemical Educa on, v. 75, n. 9, p. 1.074-1.075, 1998.

REASON, R. D.; TERENZINI, P. T.; DOMINGO, R. J. First things first: Developing academic competence in the first year of college. Research in HigherEducation, v. 47, p. 149-175, 2006.

RIBOLDI, L.; PLIEGO, O.; ODETTI, H. El enlance químico: Una conceptualización poco comprendida. Enseñanza de lasciencias, v. 22, n. 2, p. 195-212, 2004. ROSS, B.; MUNBY, H. Concept Mapping and Misconcep" ons: a Study of High-School Students’ Understandings of Acids and Bases. International Journal of Science Educa on, v. 13, n. 1, p. 11-23, 1991.

SAVOY, L. G. Balancing chemical equations. School Science Review, v. 69, n. 249, p. 713-720, 1988.

SCHNETZLER, R. P.; ARAGÃO, R. M. R. Importância, sentido e contribuições de pesquisa para o ensino de química. Revista Química Nova na Escola, n. 1, 1995.

SILVA, D.N. A desmotivação do professor em sala de aula, nas escolas públicas do município de São José dos Campos – SP. 2012. 52p. Monografia. Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Curitiba. 2012.

SILVA, S. M.; EICHLER, M. L.; SALGADO, T. D. M.; DEL PINO, J. C. Concepções alternativas de calouros de química para os estados de agregação da matéria, solubilidade e a expansão térmica do ar. In: V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, Bauru. Anais...Bauru: ABRAPEC, 2005.

SILVA, S. M.; MORAIS, L.; EICHLER, M. L; SALGADO, T. D. M.; DEL PINO, J. C. Concepções alternativas de calouros de química para os conceitos de termodinâmica e equilíbrio químico. In: VI ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, Florianópolis. Anais... Florianópolis: ABRAPEC, 2007.

SOARES, A. P.; ALMEIDA, L. A., DINIZ, A. M.; GUISANDE, M. A. Modelo multidimensional de ajustamento de jovens ao contexto universitário (MMAU): Estudo com estudantes de ciências e tecnologias versus ciências sociais e humanas. Análise Psicológica, v. 24, n. 1, p. 15-27. 2006.

Downloads

Publicado

2015-04-30

Como Citar

SOUZA, J. I. R. de; LEITE, Q. dos S. S.; LEITE, B. S. Avaliação das dificuldades dos ingressos no curso de licenciatura em Química no sertão pernambucano. Revista Docência do Ensino Superior, [S. l.], v. 5, n. 1, p. 135-159, 2015. DOI: 10.35699/2237-5864.2015.1976. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/rdes/article/view/1976. Acesso em: 20 out. 2020.

Edição

Seção

Artigos