Adesão dos portadores do HIV/AIDS ao tratamento:

fatores intervenientes

Autores

  • Eliana Lins de Almeida Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Departamento de Enfermagem. João Pessoa, PB - Brasil
  • Gilmara Barboza da Silva Araújo Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Departamento de Enfermagem. João Pessoa, PB - Brasil
  • Verbena Araújo Santos Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Departamento de Enfermagem. João Pessoa, PB - Brasil
  • Leila Alcina Correia Vaz Bustorff Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Departamento de Enfermagem. João Pessoa, PB - Brasil
  • Alexandra Valéria de Lima Pereira Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Departamento de Enfermagem. João Pessoa, PB - Brasil
  • Maria Djair Dias Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Departamento de Enfermagem. João Pessoa, PB - Brasil

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-9389.2011.v15.50388

Palavras-chave:

Aids, Adesão ao Tratamento, Terapia Antirretroviral

Resumo

A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) é uma doença infecto-contagiosa cuja principal via de contágio é a sexual. Ao longo dos a nos, os indivíduos portadores da doença passaram a ter uma expectativa devida bem maior, como também melhor qualidade de vida. No entanto, para uma resposta adequada ao tratamento, é essencial a adesão tanto às medidas medicamentosas como às medidas não medicamentosas. Com este estudo objetivou-se investigar a adesão dos portadores do HIV/aids ao tratamento e os fatores que interferem na adesão. Trata-se de estudo é exploratório-descritivo, com abordagem quantitativa, realizado em um hospital público no município de Campina Grande-PB. Os dados foram coletados durante o mês de abril de 2009 e 40 portadores do vírus HIV e da SIDA participaram do estudo. Os resultados evidenciaram que a maioria dos participantes do estudo (65%) é do sexo masculino, com faixa etária entre 30 e 40 anos (45%), solteiros (72,5%), com baixo nível de escolaridade e baixa renda. Grande parte desses indivíduos (47%) teve diagnóstico confirmado há cerca de seis a dez anos. Os resultados também evidenciaram que a maioria (60%) faz uso regular dos antírretrovirais, mesmo apresentando efeitos colaterais. No que se refere às medidas não medicamentosas, a maioria (87,5%) afirma que não realiza atividades físicas. Acredita-se que maior adesão poderá ser alcançada, e para isso é essencial o envolvimento de todos neste processo, devendo o enfermeiro atuar ativamente no desenvolvimento de ações direcionadas à assistência a esses indivíduos.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

1. Smeltezer CS, Bare BG. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. p.1637-50.

2. Rubin E, Farber JL. Patologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2002. p.130-8.

3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional DST/aids no mundo: dados epidemiológicos

2008. Brasília: Ministério da Saúde; 2008a.

4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. Boletim epidemiológico

AIDS e DST, ano IV, nº 1. Brasília: Ministério da Saúde; 2008b.

5. Engel CL. Infectologia, vol. 5. São Paulo: Medcurso; 2005. p.14-27.

6. Buchalla AP. Três remédios em um: a FDA aprova a primeira pílula que combina três substâncias do coquetel antiaids. Veja

on-line. 2006; edição 1965, 19 jul.

7. Pitanga FJG. Informações em saúde para proposta de políticas públicas de promoção de atividades físicas na Região Nordeste

do Brasil. Revista Baiana Educação Física. 2002;1(3):48-59.

8. Silva MH. Manual de boas práticas de adesão – HIV/AIDS. São Paulo: Bristol Myers Squibb; 2008. p.19-41.

9. Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 196/96 de 10 de outubro de 1996. Aprova as diretrizes e

normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: Ministério da Saúde; 1996.

10. Lignani L Jr, Greco DB, Carneiro M. Avaliação da aderência aos anti-retrovirais em pacientes com infecção pelo HIV/AIDS. Rev

Saúde Pública. 2001;35(6):495-501.

11. Seidl EMF, Melchíades A, Farias V, Brito A. Pessoas vivendo com HIV/AIDS: variáveis associadas à adesão ao tratamento

anti-retroviral. Cad Saúde Pública. 2007;23(10):2305-16.

12. Jordan MS, Lopes JF, Okazaki E, Komatsu CL, Nemes MIB. Aderência ao tratamento anti-retroviral em AIDS: revisão da

literatura médica. Rev Bras Epidemiol. 2000;3(1-3):1-14.

13. Carvalho CV, Merchan-Hamann E, Matsushita R. Determinantes da adesão ao tratamento anti-retroviral em Brasília, Distrito

Federal, 2006. Rev Soc Bras Med Trop. 2007;40(3):259-65.

14. Melchior R, Nemes MIB, Alencar TMD, Buchalla CM. Desafios da adesão ao tratamento de pessoas vivendo com HIV/AIDS no

Brasil. Rev Saúde Pública. 2007;41(supl 2):87-93.

15. Nemes MIB, Melchior R, Basso CR, Castanheira ERL, Alves MTSSB, et al. The variability and predictors of quality of

antiretroviral therapy services in Brazil. AIDS. 2009;23(11):S1-S8.

16. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. Manual de adesão ao

tratamento para pessoas vivendo com HIV e AIDS. Brasília: Ministério da Saúde; 2008.

Downloads

Publicado

01-06-2011

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Almeida EL de, Araújo GB da S, Santos VA, Bustorff LACV, Pereira AV de L, Dias MD. Adesão dos portadores do HIV/AIDS ao tratamento:: fatores intervenientes. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de junho de 2011 [citado 2º de setembro de 2026];15(2). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50388

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)