O processo de trabalho das equipes de saúde da família:
implicações para a promoção da saúde
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2011.v15.50395Palavras-chave:
Programa de Saúde da Família, Promoção da Saúde, Equipe Interdisciplinar de SaúdeResumo
Objetiva-se com este artigo discutir os límites e as possibilidades do trabalho em equipe na Estrategia de Saúde da Família (ESF) e suas implicações para a promoção da saúde. O cenário da pesquisa constituiu-se de 10 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) presentes nos Distritos Sanitários (DSs) dos municípios de Belo Horizonte e Contagem. Trata-se de estudo qualitativo, cujos dados foram coletados por meio de entrevista com roteiro semiestruturado e submetido à análise do discurso. Os sujeitos da pesquisa foram profissionais das ESFs: 3 médicos, 7 enfermeiros, 9 auxiliares de enfermagem e 9 agentes comunitários de saúde, totalizando 28 profissionais. Os resultados apontam que o trabalho em equipe, em processo de conformação, tem-se a presentado como uma ferramenta significativa para a consolidação da ESF. A despeito das dificuldades identificadas como pontos críticos, avanços consideráveis podem ser apontados no processo de trabalho, dentre os quais a incorporação de tecnologias no planejamento e na programação das equipes, que têm potencialidade e podem ser estruturantes para a construção de outros modelos. Concluiu-se que a promoção da saúde é um caminho ainda em construção e deve envolver outros setores da sociedade, favorecendo o planejamento de ações, o compartilhamento de decisões e a abordagem interdisciplinar. Nesse processo, o papel dos gestores na definição de estratégias, com olhar intersetorial, é fundamental para a consolidação da ESF e para o entendimento da promoção da saúde como uma função do conjunto da sociedade e das instituiçõesDownloads
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