Estado y Derecho en las encrucijadas
desencanto, macumba y utopía
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2025.61750Palabras clave:
Utópia, Pueblo de la Calle, Encantamiento, Estado, DerechoResumen
Este trabajo tiene como objetivo demostrar cómo las concepciones hegemónicas sobre el Derecho y el Estado están estructuradas de manera que invisibilizan saberes y modos de vida racializados, perpetuando violencias y suprimiendo la capacidad de concebir otras realidades. Se argumenta que las estructuras jurídicas y estatales tradicionales, al promover una visión lineal del progreso y un "sujeto de derecho" universal, invisibilizan las luchas subalternas y excluyen saberes marginalizados, contribuyendo a ese desencanto.En contraposición, el saber presente en la epistemología de las macumbas permite combatir el desencanto del proceso colonial, denunciando la lógica excluyente que sustenta la construcción de las normas jurídicas y de las instituciones estatales. Más allá de la crítica, estos conocimientos posibilitan la construcción de horizontes utópicos, contribuyendo al ejercicio imaginativo de nuevas formas de organización social y económica que no se basen en la explotación capitalista. En este sentido, a partir del Povo da Rua—entidades como Exus, Pombagiras y Malandros, representación de los oprimidos y marginados en las religiones de matriz africana—es posible extraer elementos útiles no solo para el combate al racismo y a las desigualdades, sino también para la promoción de utopías que vuelvan a encantar el mundo. Se defiende la necesidad de abrazar la diversidad de saberes y la "pasión" en un proyecto político que desafíe la esterilidad administrativa y promueva una reestructuración radical, lejos de la conformidad impuesta por el desencanto, en busca de un mundo más diverso, justo y encantado.
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