Guillermo de Ockham más allá de Michel Villey
una alternativa metodológica a partir de la lectura jurídico-política de la escuela franciscanas medieval
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2026.62350Palabras clave:
Guillermo de Ockham, Michel Villey, Nominalismo, Brian TierneyResumen
Michel Villey es ampliamente reconocido como uno de los principales responsables de introducir la obra de Guillermo de Ockham en el campo de la filosofía del derecho, ejerciendo una fuerte influencia en la tradición jurídica brasileña. Para el jurista francés, el fraile franciscano habría promovido una transformación decisiva en el derecho medieval al fundamentar sus tesis jurídicas en su nominalismo filosófico. El presente trabajo busca problematizar esta lectura y presentar alternativas a ella. Para ello, dialoga con las advertencias metodológicas de Quentin Skinner sobre la escritura de la historia de las ideas para recurrir a la crítica de Brian Tierney a la interpretación villeyana de Ockham. Se argumenta que, aunque Ockham es uno de los principales representantes del nominalismo medieval, la asociación directa entre esta corriente filosófica y su teoría política no es necesaria ni evidente. De hecho, muchos elementos jurídicos presentes en su obra ya habían sido formulados por frailes franciscanos que le precedieron. En efecto, aunque es innegable el impacto que tuvo el nominalismo en la modernidad, se concluye que la lectura de Villey tiende a descontextualizar históricamente el pensamiento político de Ockham, elevando de manera quizás artificial el impacto de la cuestión de los universales sobre la esfera política de la Edad Media. En respuesta, se defiende la necesidad de situar los escritos políticos de Guillermo de Ockham en el contexto de las disputas internas de la orden franciscana, en especial aquellas relacionadas con la pobreza apostólica y la controversia con el papa Juan XXII, factores más determinantes para su formulación político-jurídica que su vínculo con el nominalismo
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