Estado, poder y libertad
una reflexión ontoteleológica a partir de Baruch de Spinoza
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2025.58853Palabras clave:
Baruch Spinoza, Democracia, Filosofía política, Libertad, PoderResumen
Cuando el hombre moderno descubre que es el único creador de sí mismo, se desprende de la naturalidad de los arreglos políticos ya existentes y se lanza a proyectar nuevos diseños institucionales. El Estado es plástico porque refleja el anhelo humano en un contexto determinado. Sin embargo, nos parece que en medio de esta maleabilidad se mantiene una constante: el Estado, ontoteleológicamente, es la institucionalización del poder al servicio de la libertad. La extensión, la propiedad y el alcance del poder se transfiguran, al igual que el contenido de la libertad, que siempre está en tránsito, porque la creatividad humana no puede detenerse. Siendo el Estado el escenario del enfrentamiento entre poder y libertad, el pensamiento jusfilosófico occidental nos ofrece un sinfín de propuestas para esta confrontación. Aquí nos interesa analizar el proyecto presentado por Baruch de Spinoza ante el duelo poder-libertad. Para ello, utilizaremos sus obras Ética, Tratado Político y Tratado Teológico-Político para investigar a) las interacciones entre los seres en el estado de naturaleza, b) la génesis y los elementos del Estado Civil y c) la relación entre democracia, poder y libertad. Al final de este esfuerzo, vemos el poder político limitado por la libertad de conciencia, un derecho natural y, por tanto, indisponible. Fuera del Estado spinozista (democrático), no hay libertad, porque el poder de actuar está amenazado. Observamos, entonces, que el poder político diseñado por Espinosa está al servicio de una libertad poder político diseñado por Spinoza está al servicio de una libertad traducida en una postura activa frente a la colectividad de la que se forma parte, traducida en un compromiso con el esfuerzo de preservación.
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Referencias
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