“NÃO VAI NO DE SERVIÇO, SE O SOCIAL TEM DONO, NÃO VAI”

considerações sobre Ensino de Arte e Combate ao Racismo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2237-5864.2021.20670

Palavras-chave:

Ensino, Artes, Racismo institucional, Afrocentricidade

Resumo

Esse artigo tem o objetivo de refletir sobre os processos racistas vinculados à formação dos profissionais de dança e teatro no contexto universitário. Para tanto, buscamos compreender os efeitos das referências cênicas hegemônicas na formação dos profissionais das Artes da Cena e discutir o racismo institucionalizado na construção do conhecimento acadêmico. Além disso, propomos ações pedagógicas transgressoras a partir da valorização de conhecimentos afro-diaspóricos e situamos o entusiasmo nos processos da aprendizagem como uma ação anticolonial.

Biografia do Autor

Victor Hugo Neves de Oliveira, Universidade Federal da Paraíba - Brasil

Bacharel em Dança (UFRJ). Mestre em Ciência da Arte (UFF). Doutor em Ciências Sociais (UERJ com estágio doutoral em Paris X). Professor do Departamento de Artes Cênicas/UFPB.

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Publicado

2021-01-29

Como Citar

NEVES DE OLIVEIRA, V. H. “NÃO VAI NO DE SERVIÇO, SE O SOCIAL TEM DONO, NÃO VAI”: considerações sobre Ensino de Arte e Combate ao Racismo. PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG, [S. l.], v. 11, n. 21, p. 110–127, 2021. DOI: 10.35699/2237-5864.2021.20670. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/20670. Acesso em: 21 abr. 2021.

Edição

Seção

Artigos - Seção temática