Estética da ginga
a contribuição de Hélio Oiticica para compreender o carnaval como labirinto na capital do país
DOI:
https://doi.org/10.35699/2238-2046.2025.59131Palavras-chave:
labirinto, Hélio Oiticica, direito à cidade, carnaval, estética da gingaResumo
O artigo analisa o carnaval de rua em Brasília como espaço insurgente que ativa vivências do corpo desejante. A partir da obra de Hélio Oiticica, especialmente do Parangolé e do conceito de delirium ambulatorium, interpreta-se o carnaval como labirinto heterotópico, atravessado por gestos de invenção, ginga e subversão. Apoia-se na estética da ginga, conforme elaborada por Paola Berenstein Jacques, para refletir sobre reexistência urbana e direito à cidade durante os dias de folia. Com abordagem ensaística e articulando referências teóricas e culturais, conclui-se que o carnaval cria uma espacialidade efêmera em que o corpo reinventa o urbano por meio do improviso, do desejo e do coletivo.
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