Entre a aliança e o feitiço: o império colonial português e os povos indígenas Puri-Coroado (1750-1812)
Palavras-chave:
Cosmologias indígenas, Puri-Coroado, Minas Gerais colonialResumo
Nos primeiros anos da colonização de Minas Gerais, o império português optou por manter certos territórios “intocados” pela colonização — os sertões, terras que se mantiveram majoritariamente sob controle de povos indígenas e quilombolas até meados do século XIX. Entre os anos 1750 e 1760, no entanto, a política de isolamento dos sertões parecia se tornar insustentável, com cada vez mais episódios de contato de indígenas com fazendas, arraiais, e até mesmo embaixadas dos nativos em direção às capital mineira. Este artigo analisa as complexidades dessa conjuntura, tentando abordar a multiplicidade de meios através dos quais as cosmologias indígenas orientaram suas linguagens políticas, envolvendo diplomacia, guerra e aliança. Desta forma, pretendemos ressaltar a agência dos povos originários, sobretudo os falantes das línguas Puri-Coroado, em seus contatos com o império português nas Minas Gerais coloniais.
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