Entre a aliança e o feitiço: o império colonial português e os povos indígenas Puri-Coroado (1750-1812)

Autores

  • Rossiano Henrique Oliveira Vilaça Universidade Federal de Minas Gerais image/svg+xml

Palavras-chave:

Cosmologias indígenas, Puri-Coroado, Minas Gerais colonial

Resumo

Nos primeiros anos da colonização de Minas Gerais, o império português optou por manter certos territórios “intocados” pela colonização — os sertões, terras que se mantiveram majoritariamente sob controle de povos indígenas e quilombolas até meados do século XIX. Entre os anos 1750 e 1760, no entanto, a política de isolamento dos sertões parecia se tornar insustentável, com cada vez mais episódios de contato de indígenas com fazendas, arraiais, e até mesmo embaixadas dos nativos em direção às capital mineira. Este artigo analisa as complexidades dessa conjuntura, tentando abordar a multiplicidade de meios através dos quais as cosmologias indígenas orientaram suas linguagens políticas, envolvendo diplomacia, guerra e aliança. Desta forma, pretendemos ressaltar a agência dos povos originários, sobretudo os falantes das línguas Puri-Coroado, em seus contatos com o império português nas Minas Gerais coloniais.

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Biografia do Autor

  • Rossiano Henrique Oliveira Vilaça, Universidade Federal de Minas Gerais

    Licenciado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da mesma instituição, na linha de pesquisa de História Social da Cultura.

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Publicado

08-07-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático - América Portuguesa: administração, espaços e experiências

Como Citar

VILAÇA, Rossiano. Entre a aliança e o feitiço: o império colonial português e os povos indígenas Puri-Coroado (1750-1812). Temporalidades, Belo Horizonte, v. 17, n. 4, p. 68–102, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/temporalidades/article/view/60518. Acesso em: 19 ago. 2026.