A grande desordem que se encontra no cofre dos defuntos e ausentes: disputas locais e as práticas de governo na Provedoria dos Defuntos e Ausentes, Capelas e Resíduos (1700-1750)

Autores

  • Ariadne Pires Barbosa Universidade Federal do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Administração colonial, Rio de Janeiro colonial, América Portuguesa

Resumo

Esse artigo fala sobre as disputas locais entre magistrados que atuavam na Provedoria dos Defuntos e Ausentes, Capelas e Resíduos localizada na cidade do Rio de Janeiro e os governadores da capitania da mesma cidade com foco na disputa entre o provedor dos defuntos e ausentes e ouvidor-geral Manoel da Costa Mimoso e o governador Luiz Vahia Monteiro sobre a utilização dos valores arrecadados pela provedoria e depositados no cofre da instituição. O governador queria emprestar o montante para o financiamento de expedições de naus com o aval do rei, porém encontra como obstáculo o impedimento de Manoel da Costa Mimoso que questiona seu pedido ao rei porque, segundo ele, Vahia Monteiro ultrapassou a jurisdição que seria de Mimoso e feriu os regimentos da Provedoria que impedia o uso do dinheiro do cofre. Conclui que os regimentos da instituição batiam de frente com a realidade das atuações das autoridades locais tendo que adaptarem-se ao que estava posto dentro das disputas locais.

 

 

 

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Biografia do Autor

  • Ariadne Pires Barbosa, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Atualmente é mestranda em História Social pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro com orientação da profa. Dra. Isabele de Matos Pereira de Mello. É graduada em Licenciatura em História (2018) pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Graduada em Bacharel em História (2016) pela mesma instituição. Foi bolsista de iniciação científica pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento entre agosto de 2013 e fevereiro de 2016 com o projeto "Relações Lícitas e Ilícitas na América portuguesa (1700-1750)" coordenado pelo Prof. Dr. Paulo Cavalcante através do sub-projeto "Manoel de Freitas da Fonseca: um governador interino (1732-1733)". Formada pelo Bacharelado em Arquivologia na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO. Foi bolsista de ensino do projeto "Fundamentação teórica da Arquivologia: aprendendo e ensinando com a epistemologia do campo e a interdisciplinaridade" coordenado pela profa. Dra. Rosale de Mattos Souza durante dois anos (2019-2020). Foi bolsista do projeto de extensão "Cinema e Educação: a inclusão social dos cidadãos entre ficção e documentários através do CineArquivoUnirio" coordenado pela profa. Dra. Rosale de Mattos Souza no ano de 2022.

Referências

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Publicado

08-07-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático - América Portuguesa: administração, espaços e experiências

Como Citar

PIRES BARBOSA, Ariadne. A grande desordem que se encontra no cofre dos defuntos e ausentes: disputas locais e as práticas de governo na Provedoria dos Defuntos e Ausentes, Capelas e Resíduos (1700-1750). Temporalidades, Belo Horizonte, v. 17, n. 4, p. 51–67, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/temporalidades/article/view/60733. Acesso em: 9 jul. 2026.