A grande desordem que se encontra no cofre dos defuntos e ausentes: disputas locais e as práticas de governo na Provedoria dos Defuntos e Ausentes, Capelas e Resíduos (1700-1750)
Palavras-chave:
Administração colonial, Rio de Janeiro colonial, América PortuguesaResumo
Esse artigo fala sobre as disputas locais entre magistrados que atuavam na Provedoria dos Defuntos e Ausentes, Capelas e Resíduos localizada na cidade do Rio de Janeiro e os governadores da capitania da mesma cidade com foco na disputa entre o provedor dos defuntos e ausentes e ouvidor-geral Manoel da Costa Mimoso e o governador Luiz Vahia Monteiro sobre a utilização dos valores arrecadados pela provedoria e depositados no cofre da instituição. O governador queria emprestar o montante para o financiamento de expedições de naus com o aval do rei, porém encontra como obstáculo o impedimento de Manoel da Costa Mimoso que questiona seu pedido ao rei porque, segundo ele, Vahia Monteiro ultrapassou a jurisdição que seria de Mimoso e feriu os regimentos da Provedoria que impedia o uso do dinheiro do cofre. Conclui que os regimentos da instituição batiam de frente com a realidade das atuações das autoridades locais tendo que adaptarem-se ao que estava posto dentro das disputas locais.
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