Teorizando sobre o contrabando em Pernambuco no século XVIII.
Palavras-chave:
Contrabando, Pernambuco, ColonialResumo
O contrabando colonial é, ainda hoje, um tema pouco abordado pela historiografia brasileira. A historiografia sobre a América espanhola vem desde o início do século XX desenvolvendo sucessivos e completos trabalhos de investigação sobre o comércio ilegal em território espanhol. Enquanto isso, apenas no final do século os historiadores brasileiros começaram a prestar atenção ao assunto no Brasil. Ainda assim, da década de noventa até os dias atuais as pesquisas sobre o tema ainda compõem um campo muito restrito, que pouco dialoga com os demais campos da história. O contrabando colonial, consistia em uma parte daquela sociedade, tal qual o comércio legal. Influenciava o funcionamento dela num viés econômico, social, político e administrativo. Como uma prática presente no seio da sociedade, estudá-lo é também estudar aquela sociedade pelo que era, e o que a fazia ser. Este artigo pretende analisar o aspecto social do contrabando no Pernambuco colonial a partir da aplicação de conceitos teóricos da historiografia.
Downloads
Referências
ABRIL, Victor Hugo. Governança no Ultramar: Conflitos e Descaminhos no Rio de Janeiro (c. 1700 – c. 1750). Jundiaí: Paco Editorial, 2018.
BALANDIER, Georges. O Poder em Cena. Tradução de Luiz Tupy Caldas de Moura. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1982.
BARBOSA, Luciana Lima de Andrade. As trilhas vermelhas do descaminho: o contrabando de pau-brasil em Pernambuco c.1780 - c.1795. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Programa de Pós-Graduação em História, Recife, 2024.
CAVALCANTE, Paulo. Negócios de Trapaça: Caminhos e Descaminhos na América Portuguesa (1700-1750). São Paulo: Hucitec, FAPESP, 2006.
FOUCAULT, Michel. Segurança, território, população: curso dado no Collège de France (1977-1978). Edição estabelecida por Michel Senellart, sob a direção de François Ewald e Alessandro Fontana; tradução Eduardo Brandão; revisão da tradução Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
KLOOSTER, Wim. Inter-Imperial Smuggling in the Americas, 1600-1800. In: BAILYN, Bernard. DENAUT, Patricia L. Soundings in Atlantic History: Latent Structures and Intellectual Currents, 1500-1830. Harvard University Press. Cambridge, Massachusetts. London, England, 2009, pp. 141-180.
MOUTOUKIAS, Zacarias. Contrabando y control colonial en el siglo XVII. Buenos Aires, el atlantico y el espacio peruano. Buenos Aires: Centro Editor de América Latina, 1988.
NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777- 1808). São Paulo: HUCITEC, 1989.
OLIVEIRA, Luanna Maria Ventura dos Santos. A Alfândega de Pernambuco: história, conflitos e tributação no Porto do Recife (1711-1738). Dissertação de Mestrado em História – Universidade Federal Rural de Pernambuco, Departamento de História, Recife, 2016.
PIJNING, Ernst. Contrabando, ilegalidade e medidas políticas no Rio de Janeiro do século XVIII. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 21, n. 42, 2001, p. 397-414.
PIJNING, Ernst. Controlling Contraband: Mentality, Economy and Society in Eighteenth-Century Rio de Janeiro. Baltimore: John Hopkins University Press, 1997.
RAMOS, Cesar Augusto Ornellas. Arribadas: contrabando, cultura marítima e cotidiano da navegação na capitania do Rio de Janeiro (1618-1762). Tese (Doutorado).
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-Graduação em História, 2019.
RIBEIRO, Fernando Victor Aguiar: "Arribadas maliciosas": redes comerciais de contrabando no porto de Buenos Aires, inícios do séc. XVII. Antítese, v. 1, n. 22, p. 749-772, jul./dez. 2018.
RIBEIRO JÚNIOR, José. Colonização e monopólio no Nordeste Brasileiro: a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba (1759-1780). São Paulo: Hucitec, 1976.
REVEL, Jacques (org.). Jogos de Escala: a experiência da microanálise. Tradução Dora Rocha. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas, 1998.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Me. Luciana Lima de Andrade Barbosa

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O(A) autor(a), para fins de submissão à revista Temporalidades, deve declarar que o trabalho aqui submetido é de autoria do mesmo e nunca foi publicado em qualquer meio, seja ele impresso ou digital.
O(A) autor(a) também declara estar ciente das seguintes questões:
Os direitos autorais para artigos publicados na Temporalidades são do autor, com direitos de primeira publicação para o periódico;
Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito;
A revista permitirá o uso dos trabalhos publicados para fins não-comerciais, incluindo direito de enviar o trabalho para bases de dados de acesso público.
A Temporalidades adota a licença internacional Creative Commons 4.0 (CC BY).







