Subsídios para a História do Tráfico de Escravizados para a Capitania do Grão-Pará: conflitos e negócios no Atlântico português (c. 1790)
Palavras-chave:
Capitania do Grão Pará, Tráfico de Escravizados, Século XVIIIResumo
Na segunda metade do século XVIII o tráfico de escravizados africanos destinados à Capitania do Grão-Pará aumentou consideravelmente. Devido ao monopólio da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, o abastecimento de escravizados passou a ser gerido regularmente com o intuito de impulsionar o ramo agrícola e o comércio ultramarino – objetivos das Companhias Pombalinas. Mas encerrada a Companhia e seu monopólio, o desembarque de africanos foi entregue ao livre comércio. Os resultados deste cenário pós Companhia estão expostos na presente transcrição documental. Trata-se de ofícios compartilhados entre as autoridades ultramarinas e os negociantes que debatem sobre o problema dos desembarques, as rotas do tráfico, as origens dos africanos que para o Pará eram levados, fugas e aquilombamentos, o comércio de longa distância e entre as Capitanias, dentre outros tópicos relevantes para compreender as dinâmicas do tráfico no final do século XVIII. O conjunto dos documentos está alojado no fundo da Junta do Comércio no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), em Lisboa.
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Referências
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