Política, Natureza e História vistas pelos Humanistas e Reformadores Protestantes: entre assimilações e disjunções

Autores

Palavras-chave:

Humanismo, Renascimento, Reforma Protestante

Resumo

O presente artigo tem por finalidade traçar os contornos de dois movimentos ímpares, Reforma Protestante e Renascimento, mas umbilicalmente ligados que, apesar de se sustentarem em premissas distintas que suscitaram objetivos díspares, coincidem em suas implicações na construção da Modernidade e nas tentativas de superação dos paradigmas ditos medievais. Há semelhantes impactos na política e na filosofia natural ao separarem Natureza e Graça, Lei Natural e Lei Eterna, mas suas concepções antropológicas, com a valorização da Virtude ou o reconhecimento da necessidade da Graça, divergem diametralmente. Tais concepções produziram leituras diversas e opostas a respeito da natureza e finalidade do Mundo político e o papel e possibilidade da agência transformadora do Homem na História, manifesta no reconhecimento da Soberania Divina ou no confronto com a Fortuna. Contudo, figuras como Calvino operaram sínteses que reforçam a porosidade das fronteiras entre Renascimento e Reforma Protestante e, consequentemente, a riqueza das análises comparativas.

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Biografia do Autor

  • Davi Schelotag de Moraes , Universidade de São Paulo

    Bacharel e licenciado em História pela Universidade de São Paulo (USP). Membro do grupo de pesquisas "Fundamentos do Republicanismo Norte-Americano: raízes ideológicas e obras seminais" e do grupo de pesquisas "Religião, Memória e Cultura". Pesquisa História do Direito, História Intelectual, Teoria Política e Teologia Política.

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Publicado

10-06-2026

Como Citar

MORAES, Davi. Política, Natureza e História vistas pelos Humanistas e Reformadores Protestantes: entre assimilações e disjunções. Temporalidades, Belo Horizonte, v. 18, n. 1, p. 1–23, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/temporalidades/article/view/61652. Acesso em: 7 jul. 2026.