Elena Poniatowska como constela(dor)a no México do século XX: travessias pelo ensaio, o testemunho e a ficção

Autores

Palavras-chave:

Poniatowska; México; Constelações.

Resumo

Nesse artigo, temos como objetivo mostrar como essa escritora se utiliza de uma poética fluída que mistura, nas suas pranchas, ensaio, ficção e testemunho. Para isso, utilizamos como objeto os livros Las indómitas, Hasta no Verte Jesús Mío, La noche de Tlatelolco e Leonora. O substrato dessas obras é a história do México no século XX. Poniatowska faz uma recuperação das vozes femininas relegadas num país de legado “malinchista”. São mulheres que lutaram e ao mesmo tempo contestaram os eventos monumentais da Revolução Mexicana (1910). São vozes femininas que abalam os cânones literários. Vozes das mães latino-americanas que lutaram pelos desaparecidos das ditaduras. Vozes dos sobreviventes dos massacres do Partido Revolucionário Institucional (PRI). Vozes surrealistas. Elas são como o sal que tempera e tonifica os gêneros. Poniatowska constrói uma forma constelatória para acolher as impurezas das misturas, no qual ela se transforma, numa mediação da figura limiar do “colecionador” de Walter Benjamin, em um neologismo: constela(dor)a. Recolhe e monta a dor do outro.

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Biografia do Autor

  • Ian Anderson Maximiano Costa, UFMG/Doutorando

    Doutorando e Mestre em Teoria da literatura e Literatura Comparada pelo pós-lit. da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Graduado em História pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e em Letras pela UFMG. Vencedor do Prêmio Mário González da Associação Brasileira de Hispanistas – 2022. Autor do livro Borges anacrônico, um escritor do século XIX no XX. Estuda atualmente as relações entre literatura, história e testemunho a partir de Charlotte Delbo, Svetlana Aleksiévitch e Elena Poniatowska

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Publicado

10-06-2026

Como Citar

COSTA, Ian Anderson Maximiano. Elena Poniatowska como constela(dor)a no México do século XX: travessias pelo ensaio, o testemunho e a ficção. Temporalidades, Belo Horizonte, v. 18, n. 1, p. 1–25, 2026. Disponível em: http://periodicos.ufmg.br/index.php/temporalidades/article/view/62425. Acesso em: 1 jul. 2026.