Fantasmas ditatoriais encarnados em obras contemporâneas: assombros da ditadura civil-militar brasileira visados artisticamente

Autores

  • Sarah Elisa Carvalho Moreira UFOP
  • Ana Carolina Lima Santos UFOP

Palavras-chave:

artes visuais, ditadura, fantasmagoria

Resumo

Partindo do pressuposto de que a ditadura civil-militar brasileira permanece no presente como um fantasma, este artigo investiga de que modo essa condição se faz ver em obras de arte contemporâneas que tematizam o passado ditatorial. Examina-se, especificamente, 1968, de Fulvia Molina (2003); Ausências Brasil, de Gustavo Germano (2017); Histórias de aprendizagem, de Volupsa Jarpa (2014), e Fazer/fusão, de Andreas Knitz (2017), tomadas a partir de estratégias metodológicas que incluem a análise descritiva de seus aspectos contextuais e formais e a discussão teórico-conceitual sobre sua dimensão espectral. Percebe-se, assim, que essas produções notabilizam dois tipos de fantasmas da ditadura: a vítima e o arquivo. Voltando-se a eles, objetiva-se evidenciar como os trabalhos concebem o período ditatorial pela chave do insuperável, que então confrontam na rememoração, em um gesto de resgate e resistência.

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Biografia do Autor

  • Sarah Elisa Carvalho Moreira, UFOP

    Mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto, onde também se graduou em Jornalismo. Foi bolsista do projeto “A ditadura apropriada: a fantasmagoria como figura de memória ditatorial”, vinculado ao Programa de Iniciação à Pesquisa da instituição (PIP/UFOP).

  • Ana Carolina Lima Santos, UFOP

    Professora do curso de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto. Doutora em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais. 

Referências

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Publicado

10-06-2026

Como Citar

CARVALHO MOREIRA, Sarah Elisa; LIMA SANTOS, Ana Carolina. Fantasmas ditatoriais encarnados em obras contemporâneas: assombros da ditadura civil-militar brasileira visados artisticamente. Temporalidades, Belo Horizonte, v. 18, n. 1, p. 1–17, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/temporalidades/article/view/64223. Acesso em: 10 jul. 2026.