Editorial

Autores

Palavras-chave:

editorial

Resumo

O segundo número do décimo terceiro de 2020 da revista Texto Livre continua oferecendo aos leitores uma diversidade de visões aos objetos de pesquisa que lhe são caros: o ensino a partir de tecnologias digitais; os problemas e soluções que essas tecnologias têm trazido para as linguagens, especialmente as línguas naturais; os métodos desenvolvidos e estudados por pesquisadores na busca de mais conhecimento sobre o funcionamento das tecnologias nos discursos e nas práticas sociais. Sua abertura à pluralidade e inserção em diferentes indexadores tem atraído pesquisadores de várias partes do mundo, tornando esse periódico cada vez mais internacional, o que avaliamos positivamente, tendo em vista implicações que essa ampliação geográfica traz para a pesquisa, o ensino e a extensão.

Seis artigos compõem a trilha Linguística e Tecnologia. Em “Produção textual acadêmica: receptividade de graduandos com os gêneros multimodais “análise de dados” e “apresentação em vídeo””, Bárbara Amaral da Silva, Daniel Martins de Brito, Ana Paula Cordeiro Lacerda Franco, Maria Eduarda Gama Almeida e Shirlene Ferreira Coelho apresentam a disciplina “Oficina de Língua Portuguesa: Leitura e Produção de Textos”, da UFMG, analisando a preferência dos alunos pela atividade “Análise de dados” e a rejeição da “Apresentação em vídeo”, buscando explicação para essa avaliação. Sergio Vale da Paixão e Renilson José Menegassi, em “Um estudo sobre o conceito axiológico de entonação no gênero discursivo publicação do Facebook”, buscam compreender os aspectos axiológicos presentes nos discursos concretos do Facebook, a partir do conceito de entonação, mostrando, ainda, como esses discursos podem ser trabalhados em situação de ensino e aprendizagem de língua. Em “Educação linguística crítica e a produção digital de infográficos por alunos do ensino médio técnico com temáticas contra homofobia ”, Rosivaldo Gomes e Heloane Baia Nogueira trazem resultados de um estudo que visou investigar práticas de produção textual digital do gênero discursivo hipermidiático infográfico, envolvendo multiletramentos e educação linguística crítica e cidadã com alunos do Ensino Médio Técnico de um instituto técnico federal, na região norte do Brasil. Mariana Backes Nunes, Melissa Giovana Lazzari, Patrícia da Silva Campelo Costa Barcellos e Michele Moraes de Moraes, em “Sing and Learn: análise da recepção de uma ferramenta online de ensino de línguas”, analisam uma lição realizada na ferramenta virtual Sing and Learn para estudo de língua inglesa a partir de letras de músicas, tomando, para isso, o conceito de estratégias de aprendizagem, tendo ainda em vista a recepção dos estudantes. No artigo em inglês “Classifying literary genres: a methodological synergy of computational modelling and lexical semantics”, Abdulfattah Omar identificou uma lacuna na restrição metodológica da classificação de gêneros literários segundo métodos filológicos e propôs um estudo utilizando uma abordagem sinérgica que reúne um modelo computacional e uma abordagem semântica lexical contextual, o que resultou em melhor desempenho na classificação desses gêneros. No texto também em inglês, “Analysis for finding the effect of mind mapping technique on the Iranian English as Foreign Language learning’ writing skills”, Vahideh Rastgoo e Bita Naghmeh-Abbaspour buscam determinar os efeitos que a técnica de mapeamento mental tem sobre o desenvolvimento da organização e estilo de escrita de alunos de Inglês como Língua Estrangeira iranianos intermediários.

A trilha Educação e Tecnologia é constituída por quatro artigos. Rodrigo Camargo Aragão nos leva a conhecer “A pesquisa em linguagem e tecnologia no ensino de inglês no nordeste do Brasil”, a partir de um estado da arte de pesquisas realizadas de 2013 a 2017. Em “Percepción de los estudiantes universitarios ante una actividad audiovisual con dispositivos móviles: un estudio de caso”, Salvador David Mascarell Palau investiga a percepção de estudantes do Magistério sobre o uso de dispositivos móveis para acesso à rede social Facebook no processo de ensino e aprendizagem, observando preconceitos positivos e negativos quanto ao seu possível uso na sala de aula do ensino fundamental. Ana Claudia Loureiro, Manuel Meirinhos e António José Osório analisam as concepções de competência digital docente defendidas em referenciais elaborados por Portugal (GEPE), Espanha (INTEF), França, União Europeia (UE), UNESCO e pela International Society for Technology in Education (ISTE), em “Competência digital docente: linhas de orientação dos referenciais”. Último artigo desta trilha, “WhatsApp e fake news no ensino de língua inglesa em uma escola pública do interior do estado do Ceará”, de Samuel de Carvalho Lima e Eliziane de Sousa Sampaio Mendes, traz uma interpretação dos efeitos de uma prática de ensino realizada com alunos com dificuldades de aprendizagem de inglês do primeiro ano do ensino médio de uma escola pública no interior do estado do Ceará, no Brasil.

Na trilha Ensino Superior e Tecnologia, temos o artigo “A evolução da universidade no contexto do Ensino a Distância e das TICs”, de Nathan Peixoto Oliveira, Jader Lúis da Silveira, Rômulo Henrique Gomes de Jesus e Thales Volpe Rodrigues, que aborda novos recursos para contribuir com o processo de ensino-aprendizagem, focando especificamente o impacto das TICs aplicadas no Ensino a Distância (EaD) do Instituto Federal de Minas Gerais – Campus Avançado Arcos.

Na trilha Tecnologia da Informação e Computação, Marcos Vinnicius Martins e Luciéli Tolfo Beque Guerra analisam um “Assistente virtual pessoal voltado à prevenção do suicídio”, buscando compreender o cenário em que o aplicativo foi produzido, seus recursos e funcionalidades que proporcionam um suporte específico aos usuários.

Na trilha Robótica Pedagógica, Fernando Kennedy Silva e Cristhian Pires Costa abordam “O Ensino de Funções Exponenciais por Engrenagens Robóticas”, utilizando a construção de um carrinho com peças do Kit LEGO® Mindstorms NXT, para descobrir se seria possível abstrair a função exponencial a partir de interações entre engrenagens, que, em sua grande maioria, são associadas apenas às questões de proporcionalidade e, consequentemente, a funções lineares.

Na trilha Tradução e Tecnologia, o artigo “Quality assessment of machine translation output: cognitive evaluation approach in an eye tracking experiment”, de Ramunė Kasperavičienė, Jurgita Motiejūnienė e Irena Patašienė, procura, por meio de um experimento que utiliza rastreamento ocular e um questionário retrospetivo como método complementar, determinar os tipos de erros na produção de tradução automática que acarretam dificuldades de compreensão para os potenciais leitores.

Trazemos ainda, neste número, uma tradução: “Interpretação automática. Problemas em aberto e algumas soluções”, do artigo de Jekat & Klein, “Machine interpretation. Open problems and some solutions”, de 1996, dotado de certo vanguardismo na abordagem de problemas fundamentais com os quais mesmo as máquinas têm lidado durante a tarefa de tradução e interpretação automáticas.

Desejamos a todos produtivas leituras desses textos!

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Daniervelin Pereira, Universidade Federal de Minas Gerais

É doutora em Letras pela USP. É mestre em Linguística Aplicada pela UFMG, graduada em Letras-Licenciatura Português/Francês pela Faculdade de Letras/UFMG. É professora Adjunta da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, no curso Licenciatura em Educação do Campo. Desde 2009, é membro do grupo Texto Livre: Semiótica e Tecnologia, vinculado à Faculdade de Letras/UFMG e financiado pelo CNPq. Coordena o evento online Evidosol/Ciltec-online (Encontro Virtual de Documentação em Software Livre e Congresso Internacional de Linguagem e Tecnologia online) desde 2010. É editora da revista Texto Livre: Linguagem e Tecnologia (ISSN 1983-3652) e dos Anais do Evidosol/Ciltec-online (ISSN 2317-0239). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Linguística Aplicada, atuando principalmente nos seguintes campos: Semiótica Discursiva, Linguagem e Tecnologia, Educação a Distância, Educação do Campo, Cultura Livre, Leitura e Produção de textos, Editoração de textos e Estilo dos gêneros digitais.

Publicado

2020-08-23

Como Citar

PEREIRA, D. Editorial. Texto Livre: Linguagem e Tecnologia, Belo Horizonte-MG, v. 13, n. 2, p. i-ii, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/textolivre/article/view/24897. Acesso em: 4 dez. 2021.