Ecos da rememória em Amada e Tituba

tecendo fios entre Toni Morrison e Maryse Condé

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.60195

Palabras clave:

memória, mulheres negras escritoras, literatura diaspórica, autoria feminina negra

Resumen

Toni Morrison e Maryse Condé são mulheres que escrevem a diáspora negra e a inscrevem em narrativas que mobilizam, além de um repertório repleto de signos e iconografia do imaginário negro, recursos de criação literária que também conversam entre si. Assim se somam as narrativas de mulheres da diáspora, por vias em que o tecer de histórias mimetiza a coleção de memórias e a invenção de rememórias (Morrison, 2020). Este trabalho se concentra nos romances Amada (Morrison, 1987) e Eu, Tituba, bruxa negra de Salém (Condé, 1986), observando as formas em que a memória é reorganizada no texto ficcional, para se transformar em rememória. Compreendendo e apropriando a natureza antiessencialista da diáspora (Gilroy, 2020), percebemos os ecos de rememória nos textos, reverberando de maneiras múltiplas, vibrando, (re)contando, e (re)criando um imaginário de pertencimento.

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Biografía del autor/a

  • Eliza Araújo, Universidade Federal Fluminense (UFF) | Niterói | RJ | BR

    Eliza Araújo é professora adjunta no Instituto de Letras, no Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (GLE), na Universidade Federal Fluminense. É coordenadora do Núcleo de Estudos em Literatura Diaspórica, Cultura e Tradução (NELDCult/UFF). Seu livro Morrison, Angelou e Evaristo: mulheres negras e escrita revolucionária (Pontes, 2023) é o resultado de sua tese de doutorado, onde investiga conexões entre arte, política e a escrita narrativa de mulheres negras nos EUA e Brasil.

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Publicado

2026-07-02

Número

Sección

Dossiê: Literaturas e Artes Negras

Cómo citar

Araújo, E. (2026). Ecos da rememória em Amada e Tituba: tecendo fios entre Toni Morrison e Maryse Condé. Aletria: Revista De Estudos De Literatura, 36(2), 63-77. https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.60195