Estudo longitudinal dos sinais e sintomas de disfunção temporomandibular frente a tratamento conservador com placa estabilizadora em clínica de graduação

Autores

  • Luis Cláudio Botelho
  • Michel Reis Messora
  • Cássio Vicente Pereira
  • Stela Márcia Pereira
  • Leandro Silva Marques
  • Luciano José Pereira

Resumo

Objetivo: Avaliar longitudinalmente a eficácia da terapia oclusal em pacientes com Disfunção Temporomandibular (DTM) atendidos em clínica de graduação de curso de Odontologia. Materiais e Métodos: Os indivíduos foram examinados clinicamente utilizando-se o índice internacional Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC/TMD) na época de seu atendimento (T0) e reavaliados 6 meses após o início do tratamento com placas estabilizadoras (T1). Dezesseis pacientes participaram das duas
avaliações. Oitenta e oito porcento dos pacientes examinados eram do sexo feminino. Foram avaliados os seguintes parâmetros: 1) Dor: através de Escala VAS (dor no momento da avaliação, dor média nos últimos 6
meses e pior dor nos últimos 6 meses), 2) Amplitude dos movimentos mandibulares (abertura bucal, protrusão e lateralidade); 3) Sons articulares (clique, crepitação) e 4) Sensibilidade à palpação dos músculos mastigatórios
e da articulação temporomandibular. Os dados foram comparados entre os dois momentos utilizando-se o teste “t” pareado ou Wilcoxon. Correlação de Pearson foi realizada entre as variáveis dor e amplitude dos movimentos mandibulares. O índice de significância foi ajustado em p<0,05. Resultados: Houve melhora significativa entre as duas sessões para as variáveis relacionadas à dor e amplitude dos movimentos mandibulares (p<0,05), exceto protrusão (p=0,438). Houve correlação negativa significativa somente entre a dor média e a amplitude da abertura bucal antes do tratamento (p<0,05). Após o tratamento, essa correlação não persistiu (p>0,05). Conclusões: As placas oclusais lisas planas mostraram melhora significativa para a dor e amplitude dos movimentos mandibulares, mostrando ser um tratamento eficiente a ser realizado em clínicas de graduação para pacientes com dor miofascial e deslocamento de disco.
Descritores: Transtornos da articulação temporomandibular. Placas oclusais. Sistema musculoesquelético.

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Biografia do Autor

Luis Cláudio Botelho

Curso de Odontologia, Centro Universitário de Lavras, (UNILAVRAS), Lavras, MG, Brasil

Michel Reis Messora

Curso de Odontologia, Centro Universitário de Lavras, (UNILAVRAS), Lavras, MG, Brasil
Departamento de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial e Periodontia, Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP),
Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil

Cássio Vicente Pereira

Curso de Odontologia, Centro Universitário de Lavras, (UNILAVRAS), Lavras, MG, Brasil

Stela Márcia Pereira

Curso de Odontologia, Centro Universitário de Lavras, (UNILAVRAS), Lavras, MG, Brasil

Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, MG, Brasil

Leandro Silva Marques

Programa de Pós-Graduação em Clínica Odontológica, Universidade Vale do Rio Verde (UNINCOR), Três Corações, MG, Brasil Contato: lcbotelho10

Luciano José Pereira

Curso de Odontologia, Centro Universitário de Lavras, (UNILAVRAS), Lavras, MG, Brasil

Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, MG, Brasil

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Sinais e sintomas de DTM frente a tratamento com placa estabilizadora
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Publicado

2016-05-23

Como Citar

Botelho, L. C., Messora, M. R., Pereira, C. V., Pereira, S. M., Marques, L. S., & Pereira, L. J. (2016). Estudo longitudinal dos sinais e sintomas de disfunção temporomandibular frente a tratamento conservador com placa estabilizadora em clínica de graduação. Arquivos Em Odontologia, 48(2). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3595

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