Influência do pH de bebidas isotônicas sobre a microdureza de resinas compostas

Autores

  • Emanuene Galdino Pires Universidade Federal da Paraíba - UFPB
  • Francineide Guimarães Carneiro Universidade Estadual da Paraíba - UEPB
  • João Baptista da Costa Agra de Melo Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
  • Alysson Filgueira Milanez Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
  • Ayonara Dayane Leal Mendes Universidade Estadual da Paraíba - UEPB
  • Paulo Rogério Ferreti Bonan Universidade Federal da Paraíba - UFPB

Resumo

Objetivo: Este estudo experimental in vitro teve como objetivo a análise da influência do pH de bebidas isotônicas sobre a microdureza de resinas compostas. Material e Métodos: A avaliação do pH endógeno foi realizada através de leitura com o pH - metro Tecnal pH Meter TEC-2®. Para a avaliação da microdureza, foram confeccionados corpos de prova, com dois tipos de resina diferentes. Para cada tipo de resina foram confeccionados 7 corpos de prova, distribuídos de acordo com a solução de armazenamento (bebidas isotônicas das marcas Gatorade® e Powerade®, nos sabores limão, tangerina e laranja e água destilada- controle). A análise da microdureza dos corpos de prova foi realizada após um ciclo de imersão de 21 dias, por 1 hora diária, seguindo às 23 horas restantes em repouso na água destilada. Foi utilizado o microdurômetro (MicrohardnessTester Fm-700; Futuretech, Tokyo, Japan) com penetrador diamantado piramidal tipo Vickers aplicando-se uma carga de 50g de 30 segundos. Os dados foram apresentados por meio de estatística descritiva e utilizou-se os testes ANOVA e t pareado, com p < 0,05. Resultados: Todas as bebidas analisadas apresentaram pH inferior ao considerado crítico para a dissolução do esmalte dental (5,5), sendo o Powerade Limão a bebida com menor pH (2,98). Observou-se que os corpos de prova que ficaram imersos nas bebidas isotônicas, obtiveram valores de microdureza estatísticamente menores quando comparados ao grupo controle. Conclusão: Todas as bebidas avaliadas apresentaram pH ácido e alteraram a microdureza das resinas compostas estudadas.

Descritores: pH. Testes de dureza. Resinas compostas. Bebidas energéticas.

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Biografia do Autor

Emanuene Galdino Pires, Universidade Federal da Paraíba - UFPB

Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, PB.

Francineide Guimarães Carneiro, Universidade Estadual da Paraíba - UEPB

Departamento de Odontologia, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campina Grande, PB.

João Baptista da Costa Agra de Melo, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Departamento de Engenharia Mecânica, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campina Grande, PB.

Alysson Filgueira Milanez, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Departamento de Sistemas e Computação, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campina Grande, PB.

Ayonara Dayane Leal Mendes, Universidade Estadual da Paraíba - UEPB

Departamento de Odontologia, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campina Grande, PB.

Paulo Rogério Ferreti Bonan, Universidade Federal da Paraíba - UFPB

Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, PB.

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Publicado

2016-06-14

Como Citar

Pires, E. G., Carneiro, F. G., de Melo, J. B. da C. A., Milanez, A. F., Mendes, A. D. L., & Bonan, P. R. F. (2016). Influência do pH de bebidas isotônicas sobre a microdureza de resinas compostas. Arquivos Em Odontologia, 51(3). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3674

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