ESTUDANTES COTISTAS NO CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DESANTA CATARINA: INTERSECCIONALIDADES DE RAÇA E CLASSE
DOI:
https://doi.org/10.35699/edur.v42i42.54871Palavras-chave:
Sociologia da Educação, Pierre Bourdieu, Ações Afirmativas, cursos de medicinaResumo
Nosso texto aponta para a diversidade das identidades raciais e origens de classe observadas
entre estudantes cotistas do curso de medicina da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC/Florianópolis). Tal diversidade é elaborada a partir da análise tanto dos dados socioeconômicos
e de autodeclaração racial, disponíveis sobre os beneficiários da política de cotas no curso, quanto das
oito entrevistas (abertas e em profundidade) realizadas junto a estudantes cotistas nessa elitizada carreira
universitária, durante o segundo semestre de 2023. Após discutir a literatura sobre relações raciais,
branquitude e política de ação afirmativa no país, buscamos reconstruir as interseccionalidades de raça e
classe, vivenciadas por três de nossos entrevistados negros: um de origem social baixa e dois de extração
média-baixa. Dessa maneira, procuramos evidenciar como tais posições modulam as condições e as
estratégias de permanência material e simbólica relatadas por esses entrevistados, além de seus eventuais
sentimentos de “deslocamento social e racial” no principal curso de medicina de Santa Catarina, uma das
unidades federativas mais brancas do país.
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