O INTELECTO HUMANO FACE AO USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL:
REFLEXÕES HISTÓRICAS SOB A LENTE DE TOMÁS DE AQUINO
Palavras-chave:
Inteligência artificial, intelecto humano, formação humana, ética, educação.Resumo
O objetivo deste artigo é analisar o uso da Inteligência Artificial na formação humana, considerando sua condição intelectiva. Elegemos quatro aspectos da questão. Em primeiro lugar, IA como um produto do capitalismo, como algo que deve produzir lucro para os seus ‘criadores’. Em segundo, analisamos debates que apresentam o uso da IA, na educação, como ferramenta positiva, uma revolução na sala de aula. Em terceiro, posições que buscam destacar problemas éticos sobre o uso da IA na escola. Por fim, refletimos sobre a forma como Tomás de Aquino nos apresenta que o homem só pode ser entendido como humano se desenvolver e usar o intelecto. Nessa trajetória evidenciamos que a IA é uma ferramenta para atividades humanas, mas, não se pode esquecer que se trata de uma ferramenta/mercadoria que a priori depende da ação humana para ‘mover-se’, ela, em si, não inova e os seus resultados são compilações dessa ação. Não louvamos ou condenamos o uso na educação, mas a vemos, historicamente, como uma ferramenta a serviço dos interesses da sociedade burguesa, sem perder de vista que é o intelecto humano que produz, conserva e difunde o conhecimento coordenando toda a vida planetária. Ressaltamos que o nosso olhar é possível porque seguimos os princípios teóricos metodológicos da História Social, depreendendo dela dois conceitos chave: a memória e a longa duração. A memória preserva a compreensão perene de pessoa como ser intelectivo, a longa duração possibilita trazer formulações teóricas, de outros tempos para sentar-se à mesa dialogando com questões do presente.
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