Fornecer Liberdade para (Re)aprender?! O quê?! Uma Componente Eletiva Artística na Pós-Graduação que (Re)humaniza o Ser e o Saber Científico
DOI:
https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2026u517546Palavras-chave:
componente curricular eletiva, pós-graduação, pluralidade e liberdade em aprender, expressividade artística, ensino de ciências e matemáticaResumo
Este estudo, de abordagem qualitativa e caráter prático, tem como objetivo construir uma compreensão mais humanista e pluralista dos modos de aprender e de produzir conhecimento, no contexto da formação continuada de docentes interessados(as) na interlocução entre as artes e o ensino de ciências e matemática. Para tanto, mobilizam-se aspectos dos referenciais educacional de Carl R. Rogers (e.g., aprendizagem libertadora e fraterna), metodológico de Natalie Rogers (e.g., uso das artes como meio de expressão de sentimentos e conteúdos) e epistemológico de Paul K. Feyerabend (e.g., pluralidade metodológica na produção do conhecimento), aliados à abordagem da Design-Based Research, na concepção de uma componente curricular ofertada no núcleo de disciplinas eletivas do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Formação de Professores, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Implementada no segundo semestre letivo de 2024, a disciplina ‘Interfaces entre ciência e arte’ teve seus dados coletados a partir de aspectos da observação etnográfica e analisados à luz da teoria fundamentada construtivista. Como resultado, emergiu uma teorização que legitima a viabilidade de promover a liberdade para aprender na Pós-Graduação brasileira, ao possibilitar a expressividade artística de saberes científico-matemáticos por meio de projetos concebidos para a Educação Básica — reverberando, para além do contexto acadêmico, perspectivas mais humanas e plurais para ensinar e (re)aprender ciências e matemática.
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