Grupos de pesquisa em enfermagem: sistemas complexos para a gestão do conhecimento

Autores

  • Ítalo Rodolfo Silva Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro RJ , Brazil, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Escola de Enfermagem Anna Nery. Rio de Janeiro, RJ – Brasil
  • Joséte Luzia Leite Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Rio de Janeiro RJ , Brazil, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Escola de Enfermagem Anna Nery. Rio de Janeiro, RJ – Brasil
  • Maria Auxiliadora Trevizan Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto SP , Brazil, Universidade de São Paulo-USP, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – EERP. Ribeirão Preto, SP – Brasil
  • Thiago Privado da Silva UFRJ, Curso de Enfermagem e Obstetrícia, Macaé RJ , Brazil, UFRJ, Campus Macaé, Curso de Enfermagem e Obstetrícia. Macaé, RJ – Brasil
  • Isabel Amélia Costa Mendes Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto SP , Brazil, Universidade de São Paulo-USP, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – EERP. Ribeirão Preto, SP – Brasil

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-9389.2018.49649

Palavras-chave:

Enfermagem, Ciência, Gestão do Conhecimento, Grupos de Pesquisa

Resumo

Objetivos: compreender os significados que estudantes de Enfermagem, enfermeiros assistenciais e pesquisadores atribuem aos grupos de pesquisa; discutir as implicações desses significados para a gestão do conhecimento em Enfermagem. Métodos: pesquisa explicativa, de abordagem qualitativa cujo referencial teórico foi a Teoria da Complexidade e o metodológico a Teoria Fundamentada nos Dados. Pesquisa com 25 participantes, dos quais: graduandos em Enfermagem, enfermeiros assistenciais e pesquisadores, vinculados a instituições públicas do estado do Rio de Janeiro. A entrevista semiestruturada foi utilizada como técnica de coleta de dados, realizada no período de outubro de 2014 a agosto de 2015. Os dados foram codificados por análise comparativa, seguindo os preceitos da Teoria Fundamentada nos Dados. Resultados: o estudo revelou que os grupos de pesquisa são compreendidos como atratores complexos que podem reordenar situações negativas para conectar pesquisa e assistência de enfermagem e, assim, impulsionar a gestão do conhecimento. Conclusões: a partir da integração entre estudantes de Enfermagem, enfermeiros assistenciais e pesquisadores, a dinâmica dos grupos de pesquisa pode favorecer a formação do enfermeiro pautada em uma perspectiva sistêmica da profissão, fundamentada na necessidade de conhecimento atualizado e conectado às demandas socais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Carvalho V. Linhas de pesquisa em enfermagem: destaques filosóficos e epistemológicos. Rev Bras Enferm. 2015[citado em 2016 ago 06];68(4):723-9. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167.2015680421p

Morin E. Ciência com consciência. 13ª ed. Rio de Janeiro: Betrand; 2010.

Magalhães R. A comunicação estratégica aplicada à divulgação da ciência: o caso do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade. Observatório J. 2015[citado em 2016 ago 06];9(4):51-84. Disponível em: http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-59542015000500004

Almeida RC, Chaves M. Empreendedorismo como escopo de diretrizes políticas da União Europeia no âmbito do ensino superior. Educ Pesqui. 2015[citado em 2016 ago 06];41(2):513-26. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S1517-97022015041779

Ferreira MA. O clássico e o emergente: desafios da produção, da divulgação e da utilização do conhecimento da enfermagem. Rev Bras Enferm. 2013[citado em 2016 ago 06];4:45-50. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672013000700006

Erdmann AL, Santos JLG, Klock P, Soder RM, Sasso GTMD, Erdmann RH. Políticas, gerência e inovação de grupo de pesquisa para a excelência em enfermagem. Aquichan. 2013[citado em 2016 ago 06];13(1):92-103. Disponível em: http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1657-59972013000100009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Prado C, Castelic CPM, Lopes TO, Kobayashi RM, Peres HHC, Leite MMJ. The virtual environment of a research group: the tutors' perspective. Rev Esc Enferm USP. 2012[citado em 2017 jan 18];46(1):237-41. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342012000100033

Perrelli MAS, Rebolo F, Teixeira LRM, Nogueira EGD. Percursos de um grupo de pesquisa - formação: tensões e (re)construções. Rev Bras Estud Pedagog. 2013[citado em 2017 jan 18];94(236):275-98. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S2176-66812013000100014

Gonzales RVD, Martins MF. Knowledge management process: a theoretical-conceptual research. Gest Prod. 2016[citado em 2017 jan 18];24-35. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0104-530x0893-15

Cruz SG, Ferreira MMF. Gestão do conhecimento em instituições de saúde portuguesa. Rev Bras Enferm. 2016[citado em 2017 jan 18];69(3):492-9. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v69n3/0034-7167-reben-69-03-0492.pdf

Ellery AEL, Bosi MLM, Loiola FA. Integração ensino, pesquisa e serviços em saúde: antecedentes, estratégias e iniciativas. Saúde Soc. 2013[citado em 2017 jan 18];22(1):187-98. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902013000100017

Marin MJS, Oliveira MAC, Cardoso CP, Otani MAP, Moravickm YAD, Caetano LO. et al. Aspectos da integração ensino-serviço na formação de enfermeiros e médicos. Rev Bras Educ Med. 2013[citado em 2017 jan 18];37(2):501-6. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-55022013000400005

Strauss AL, Corbin J. Pesquisa qualitativa: técnicas e procedimentos para o desenvolvimento de teoria fundamentada. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2008.

Christoffel MM, Souza TV, Silveira ACD, Valente EV, Meireles JR, Silva PL. Grupos de pesquisas em enfermagem na área do recém-nascido, da criança e do adolescente: perfil e tendência. Texto Contexto Enferm. 2011[citado em 2017 jan 18];20(n.esp):147-55. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v20nspe/v20nspea19.pdf

Tong A, Sainsbury P, Craig J. Consolidated criteria for reporting qualitative research (COREQ): a 32-item checklist for interviews and focus groups. Int J Qual Health Care. 2007[citado em 2017 jan 18];19(6):349-57. Disponível em: https://academic.oup.com/intqhc/article/19/6/349/1791966

Torres JJM, Góis CWL. Organização fractal: um modelo e sugestões para gestão. Rev Ciênc Admin. 2011[citado em 2017 jan 18];17(3):593-620. Disponível em: http://www.redalyc.org/html/4756/475647554001/

Trentini M, Silva DMGV. Grupos de pesquisa em enfermagem: a transferibilidade do conhecimento para a prática. Texto Contexto Enferm. 2012[citado em 2017 jan 18];21(4):723-4. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v21n4/01.pdf

Brehmer LCF, Ramos FRS. Teaching-service integration: implications and roles in experiences of undergraduate courses in nursing. Rev Esc Enferm USP. 2014[citado em 2017 jan 18];48(1):119-26. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-623420140000100015

Demo P. Aprender como autor. São Paulo: Atlas; 2015.

Peterson MH, Barnason S, Donnelly B, Hill K, Milley H, Riggs L. et al. Choosing the best evidence to guide clinical practice: application of AACN levels of evidence. Crit Care Nurse. 2014[citado em 2017 jan 18];34(2):58-68. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24692466

Stein KF. Research: an essential (but perhaps underutilized) component to effective psychiatric health nursing. J Am Psychiatr Nusses Assoc. 2014[citado em 2016 ago 06];20(1):29-30. Disponível em: http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/1078390313520134

Publicado

04-10-2018

Como Citar

1.
Silva Ítalo R, Leite JL, Trevizan MA, Silva TP da, Mendes IAC. Grupos de pesquisa em enfermagem: sistemas complexos para a gestão do conhecimento. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 4º de outubro de 2018 [citado 15º de julho de 2024];22(1). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/49649

Edição

Seção

Pesquisa

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.