Ações de prevenção de riscos e doenças no setor suplementar de saúde
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2012.v16.50271Palavras-chave:
Prevenção e Controle, Fatores de Risco, Doença Crônica, Saúde SuplementarResumo
O objetivo com esta pesquisa foi descrever o perfil dos programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças desenvolvidos por 29 operadoras de planos privados de saúde de Belo Horizonte-MG. Trata-se de um estudo transversal, descritivo-exploratório, no qual foram utilizados dados repassados ao grupo de pesquisa pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, que, em maio de 2008, enviou um requerimento de informações solicitando às operadoras que respondessem a um questionário sobre o desenvolvimento de programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças. O perfil desses programas foi caracterizado por meio da apresentação de tabelas de distribuição de frequências absolutas e/ou relativas das variáveis de interesse. As ações de prevenção de riscos e doenças foram realizadas por 41,4% das operadoras. As doenças/situações de saúde mais enfatizadas para o adulto e o idoso foram diabetes mellitus, hipertensão, sobrepeso/obesidade e alimentação saudável. Com a implantação dos programas, houve redução do número de exames, consultas, atendimentos de urgência/emergência e custos assistenciais. Os resultados alcançados podem ser considerados positivos até o momento. Entretanto, fazem-se necessárias a ampliação do número de operadoras oferecendo os programas, a integração das ações desenvolvidas e a ênfase na promoção da saúde.
Downloads
Referências
1. World Health Organization. Preventing Chronic Diseases: a vital investment. Geneva: World Health Organization; 2005.
2. Xavier FA, Barboza LF, Monteiro AMP, Santos LC, Oliveira DR. Fatores de risco cardiovascular entre docentes de uma universidade pública de Minas Gerais. REME Rev Min Enferm. 2010; 14(4): 465-72.
3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Saúde Brasil 2007: uma análise da situação de saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2008.
4. Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Informações epidemiológicas e de morbidade. [Citado 2009 nov. 24]. Disponível em: <http://www.datasus.gov.br>.
5. Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Distribuição do gasto com internação hospitalar no SUS por grupos de causa, na UF, Região a que pertence a UF e no Brasil. 2009. [Citado 2009 nov. 24]. Disponível em: <http://www.datasus.gov.br>.
6. Moura AAG, Carvalho EF, Silva NJC. Repercussões das doenças crônicas não-transmissíveis na concessão de benefícios pela previdência social. Ciênc Saúde Coletiva. 2007; 12 (6): 1661-72.
7. Agência Nacional de Saúde Suplementar. Panorama das Ações de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças na Saúde Suplementar. Rio de Janeiro: Agência Nacional de Saúde Suplementar; 2008.
8. Brasil. Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998. Regulamenta a Saúde Suplementar no Brasil e dá outras providências. Diário Oficial da União; 4 jun. 1998. Seção 1.
9. Brasil. Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000. Cria a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS e dá outras providências. Diário Oficial da União; 8 jan. 2000. Seção 1.
10. Malta DC, Cecílio LCO, Merhy EE. Perspectivas da regulação na saúde suplementar diante dos modelos assistenciais. Ciênc Saude Coletiva. 2004; 9(2): 433-44.
11. Santos FP, Merhy EE. A regulação pública da saúde no Estado brasileiro: uma revisão. Interface (Botucatu). 2006; 10 (19): 25-41.
12. Agência Nacional de Saúde Suplementar. Caderno de Informações. Rio de Janeiro: Agência Nacional de Saúde Suplementar; 2009. [Citado 2009 mar. 25]. Disponível em: <http://www.ans.gov.br/portal/site/>.
remE – Rev. Min. Enferm.;16(4): 564-571, out./dez., 2012 571
13. Czeresnia D. The concept of health and the difference between promotion and prevention. Cad Saúde Pública. 1999; 15(4): 701-9.
14. Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos. Resolução n. 196 de 10 de outubro de 1996: diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Brasília: Ministério da Saúde; 1996.
15. Malta DC, Jorge AO. Modelos assistenciais na saúde suplementar: o caso de uma operadora de autogestão. Ciênc Saúde Coletiva. 2008; 13(5): 1535-42.
16. Santos FP, Malta DC, Merhy EE. A regulação na saúde suplementar: uma análise dos principais resultados alcançados. Ciênc Saúde Coletiva. 2008; 13(5): 1463-75.
17. Ribeiro JM, Lobato LVC, Vaitsman J, et al. Procedimentos e percepções de profissionais e grupos atuantes em mercados de planos de saúde no Brasil. Ciênc Saúde Coletiva. 2008; 13(5): 1477-87.
18. Malta DC, Jorge AO. O mercado de saúde suplementar e análise dos dados das operadoras selecionadas. In: Agência Nacional de Saúde Suplementar. Duas faces da moeda: microrregulação e modelos assistenciais na saúde suplementar. Rio de Janeiro: Agência Nacional de Saúde Suplementar; 2005.
19. Cecílio LC, Aciole GG, Menezes CS, Iriart C. A saúde suplementar na perpectiva da microregulação. In: Agência Nacional de Saúde Suplementar. Duas faces da moeda: microrregulação e modelos assistenciais na saúde suplementar. Rio de Janeiro: Agência Nacional de Saúde Suplementar; 2005.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2012 Reme: Revista Mineira de Enfermagem

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.


































