El equilibrismo memorial del gobierno federal en el marco de los 60 años del golpe cívico-militar de 1964
Un cálculo de gobernabilidad
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2026.55762Palabras clave:
Equilibrismo memorial, Golpe cívico-militar de 1964, Gobierno LulaResumen
El objetivo de este artículo es investigar la retórica institucional del gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva en el 60º aniversario del golpe cívico-militar de 1964, así como constatar las continuidades y rupturas con respecto a sus mandatos anteriores en términos de política memorialista. En un primer momento, hubo expectativas de que esas políticas fueran retomadas y fortalecidas, especialmente tras el desmantelamiento de los gobiernos de Temer y Bolsonaro, este último marcado por la institucionalización de una narrativa golpista y negacionista. En el primer año del nuevo mandato de Lula, 2023, se lograron algunos avances, como la reformulación de la Comisión de Amnistía y la propuesta de crear un Museo de la Memoria y los Derechos Humanos. Sin embargo, a lo largo de 2024, el gobierno optó por una postura conciliadora, cancelando los actos de recordación del golpe, lo que refleja una política de equilibrio memorial, destinada a evitar tensiones con sectores militares -lo que se observa en los otros mandatos del PT-. La adopción de este enfoque demuestra la elección de luchas políticas por parte del gobierno federal, que optó por la indisposición con los militares sólo cuando se trató de investigar los actos golpistas del 8 de enero. Lo que se observa es un retroceso significativo en términos de políticas memoriales, que acaban priorizando el olvido al evitar el revanchismo y la indisposición
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