Fundamentos de una Teoría Decolonial del Estado
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2026.58706Palabras clave:
Decolonial, Teoría del Estado, ColonialidadResumen
En este trabajo trazamos los fundamentos de lo que denominamos una teoría decolonial del Estado. El Estado moderno se constituye en Europa, en oposición al poder descentralizado feudal, asegurando su territorio mediante la combinación de coerción y capital, como propuso Charles Tilly. Esta combinación solo fue posible gracias al uso desenfrenado de la violencia para la acumulación primitiva de capital a través de la colonización. Así, si la colonización fue imprescindible para la consolidación del Estado, es necesario reconocer que las teorías que piensan (y legitiman) esta entidad a partir de la violencia pueden denominarse teorías colonialistas del Estado. A partir de la crítica decolonial de Enrique Dussel, Edgardo Lander, María Lugones y Lélia Gonzalez, evidenciamos el carácter permanentemente colonialista del Estado, que se erige y se mantiene mediante la violencia en las relaciones de clase, raza y género. No obstante, inspirados por la experiencia radical del autonomismo zapatista—que apuesta por la descentralización del poder a través de la autogestión comunitaria—y por el concepto de plurinacionalidad desde abajo de Raúl Llasag Fernández, esbozamos los fundamentos de una teoría decolonial del Estado como rechazo a la violencia colonial que ha instituido y sostenido al Estado moderno desde su origen europeo.
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