O colóquio da História e a invenção da fonte
Palavras-chave:
Leitura documental; Manuscritos; HistoriografiaResumo
Em 2013, os organizadores do II Seminário da Oficina de Paleografia da UFMG me convidaram para falar sobre minha experiência com a leitura e transcrição de documentos manuscritos dos séculos XVIII e XIX. O presente artigo foi originalmente escrito para ser apresentado nessa ocasião e agora, mais de vinte anos depois, ele é finalmente publicado. O eixo central do texto compõe-se da diferenciação entre documento e fonte e dos procedimentos historiográficos para que a metamorfose entre eles ocorra. O diálogo thompsoniano entre o conceito e a evidência é então posto em prática aqui. Para tanto, escolhi reproduzir alguns episódios até anedóticos, mas muito elucidativos, que aconteceram ao longo de minha trajetória de pesquisador, com os quais aprendi muito, inclusive, sobre o que não se deve fazer quando estamos lendo e transcrevendo documentos antigos. Este aprendizado valioso, aqui relatado parcialmente, embasou muitas de minhas aulas do curso de “Paleografia da escravidão”, que ofertei durante anos no Deparatamento de História da UFMG.
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