Decolonizing the writing of histories: it is possible, and it is necessary

Authors

Keywords:

Decoloniality, History Theory, Epistemology of Macumbas

Abstract

The aim of this article is to evoke different critiques related to the modern-Western knowledge production norms to foster the debates about paths for the decolonization of the writing of histories. Based on post-structuralist, post-colonial and decolonial discussions, this work will advocate the indispensability of escaping the standardization of the production and legitimization of knowledge of the traditional Western episteme, whose constitution owed very much to the material, symbolic and epistemic violence of colonialism and imperialism against several non-western societies, if one wishes to effectively conceive new epistemologically engaged languages ​​of liberation. Based on the debate about decolonial transdisciplinarity and disciplinary decadence, the epistemology of macumbas will be evoked as an epistemological proposal that radically confronts the Western model of being, living, thinking and knowing based on afrocentered and afrodiasporic experiences and knowledge, providing key reflections to think about possible historiographical discourses that escape from the eurocentric geopolitics of knowledge.

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Published

2025-12-21

How to Cite

MACHADO CARVALHO BRANCO DE ASSIS, Daniel. Decolonizing the writing of histories: it is possible, and it is necessary. Temporalidades, Belo Horizonte, v. 17, n. 1, p. 1–22, 2025. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/temporalidades/article/view/62490. Acesso em: 16 jan. 2026.