Desinfecção de hubs e conectores de cateteres intravenosos

Revisão de escopo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-9389.2022.38490

Palavras-chave:

Infecções Relacionadas a Cateter, Desinfecção, Efetividade, Desinfetantes, Controle de Infecções, Enfermagem Prática

Resumo

Objetivo: identificar métodos de desinfecção de hubs e conectores sem agulha dos cateteres intravenosos em pacientes hospitalizados e verificar a efetividade das intervenções para a prevenção de infecções de corrente sanguínea associada a cateter intravenoso. Método: revisão de escopo seguindo as recomendações de Joanna Briggs Institute. Busca realizada em bases de dados eletrônicas Pubmed, Embase, Cochrane Library, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Base de Dados Enfermagem e Bibliografía Nacional en Ciencias de la Salud Argentina, e estudos indicados por experts. A busca foi atemporal até setembro de 2020. Protocolo registrado na Open Science Framework. Resultados: foram incluídos 27 estudos, sendo que cinco foram Guidelines e 22 foram artigos publicados em periódicos. Existe grande variedade de métodos de desinfecção de hubs e de conectores. Para a desinfecção ativa, foram indicados Gluconato de Clorexedina, Isopropanol e Iodopovedina; para a desinfecção passiva, Gluconato de Clorexedina e Isopropanol. A quantidade do agente desinfetante variou de 0,25 mL a 0,6 mL. O tempo de fricção na desinfecção ativa variou de cinco segundos a 30 segundos, e o tempo de contato na desinfecção passiva variou de três minutos a sete dias. O tempo de secagem de agentes desinfetantes foi superior a cinco segundos. Conclusão: verifica-se variedade de métodos de desinfecção; no entanto, não há consenso sobre a melhor indicação. Necessita-se de estudos que evidenciem a quantidade de desinfetante, a pressão e o tempo de fricção e o tempo de secagem. Pesquisas com práticas de desinfecção utilizadas no Brasil e ensaios clínicos randomizados são necessários. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

World Health Organization. Infection prevention and control: World Health Organization (WHO); 2020[citado em 2020 set. 28]. Disponível em: https://www.who.int/infection-prevention/en/

Tuffaha HW, Marsh N, Byrnes J, Gavin N, Webster J, Cooke M, et al. Cost of vascular access devices in public hospitals in Queensland. Aust Health Rev. 2019[citado em 2021 mar. 19];43(5):511-5. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30176985/

Dreesen M, Foulon V, Spriet I, Goossens GA, Hiele M, De Pourcq L, et al. Epidemiology of catheter-related infections in adult patients receiving home parenteral nutrition: a systematic review. Clin Nutr. 2013[citado em 2021 mai. 15];32(1):16-26. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22959630/

Tatsuno K, Ikeda M, Wakabayashi Y, Yanagimoto S, Okugawa S, Moriya K. Clinical Features of Bloodstream Infections Associated with Peripheral Versus Central Venous Catheters. Infect Dis Ther. 2019[citado em 2020 dez. 19];8(3):343-52. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31368046/

O'Grady NP, Alexander M, Burns LA, Dellinger EP, Garland J, Heard SO, et al. Guidelines for the prevention of intravascular catheter-related infections. Clin Infect Dis. 2011[citado em 2020 dez. 19];52(9):e162-93. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21460264/

Sato A, Nakamura I, Fujita H, Tsukimori A, Kobayashi T, Fukushima S, et al. Peripheral venous catheter-related bloodstream infection is associated with severe complications and potential death: a retrospective observational study. BMC Infect Dis. 2017[citado em 2020 dez. 19];17(1):434. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28623882/

Cameron-Watson C. Port protectors in clinical practice: an audit. Br J Nurs. 2016[citado em 2020 dez. 19];25(8):S25-31. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27126760/

Kamboj M, Blair R, Bell N, Son C, Huang YT, Dowling M, et al. Use of Disinfection Cap to Reduce Central-Line-Associated Bloodstream Infection and Blood Culture Contamination Among Hematology-Oncology Patients. Infect Control Hosp Epidemiol. 2015[citado em 2020 dez. 19];36(12):1401-8. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26394849/

Björkman L, Ohlin A. Scrubbing the hub of intravenous catheters with an alcohol wipe for 15 sec reduced neonatal sepsis. Acta Paediatr. 2015[citado em 2020 dez. 19];104(3):232-6. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25399485/

Gorski LA. The 2016 Infusion Therapy Standards of Practice. J Infus Nurs. 2017[citado em 2020 dez.19];39(1S):S1-159. Disponível em: https://source.yiboshi.com/20170417/1492425631944540325.pdf

Loveday HP, Wilson JA, Pratt RJ, Golsorkhi M, Tingle A, Bank A, et al. epic3: National Evidence-Based Guidelines for Preventing Healthcare-Associated Infections in NHS Hospitals in England. J Hosp Infect. 2014[citado em 2020 dez. 19];86:S1-S70. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24330862/

Moureau NL, Flynn J. Disinfection of Needleless Connector Hubs: Clinical Evidence Systematic Review. Nurs Res Pract. 2015[citado em 2020 dez. 19];796762:1-20. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26075093/

Brasil. Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistencia à Saúde. Brasil Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); 2017[citado em 2020 dez. 19]. Disponível em: http://www.riocomsaude.rj.gov.br/Publico/MostrarArquivo.aspx?C=pCiWUy84%2BR0%3D

Flynn JM, Larsen EN, Keogh S, Ullman AJ, Rickard CM. Methods for microbial needleless connector decontamination: A systematic review and meta-analysis. Am J Infect Control. 2019[citado em 2020 nov. 17];47(8):956-62. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30824388/

Royal College of Nursing. Standards for infusion therapy. London; 2016[citado em 2020 nov. 17]. Disponível em: https://www.rcn.org.uk/professional-development/publications/pub-005704

Peters MDJ, Godfrey C, McInerney P, Munn Z, Tricco AC, Khalil H. Chapter 11: Scoping Reviews. In: Aromataris E, Munn Z, editors. JBI Manual for Evidence Synthesis. Australia Joanna Briggs Institute; 2020[citado em 2020 nov. 17]. Disponível em: https://wiki.jbi.global/display/MANUAL/Chapter+11%3A+Scoping+reviews

Tricco AC, Lillie E, Zarin W, O'Brien KK, Colquhoun H, Levac D, et al. PRISMA Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR): Checklist and Explanation. ACP J Club. 2018[citado em 2020 nov. 17];169(7):467-73. Disponível em: https://www.acpjournals.org/doi/10.7326/M18-0850

Ouzzani M, Hammady H, Fedorowicz Z, Elmagarmid A. Rayyan-a web and mobile app for systematic reviews. Syst Rev. 2016[citado em 2020 set. 17];5(1):1-10. Disponível em: https://systematicreviewsjournal.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13643-016-0384-4

Moher D, Liberati A, Tetzlaff J, Altman DG. Preferred reporting items for systematic reviews and meta-analyses: the PRISMA statement. PLoS Med. 2009[citado em 2020 nov. 17];6(7):e1000097. Disponível em: https://www.bmj.com/content/339/bmj.b2535

Rickard CM, Flynn J, Larsen E, Mihala G, Playford EG, Shaw J, et al. Needleless connector decontamination for prevention of central venous access device infection: A pilot randomized controlled trial. Am J Infect Control. 2020[citado em 2020 nov. 17];49(2):269-73. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32735809/

Slater K, Cooke M, Fullerton F, Whitby M, Hay J, Lingard S, et al. Peripheral intravenous catheter needleless connector decontamination study—Randomized controlled trial. Am J Infect Control. 2020[citado em 2020 nov. 17];48(9):1013-18 . Disponível em: https://www.ajicjournal.org/article/S0196-6553(19)31017-X/abstract

Brown JD, Moss HA, Elliott TS. The potential for catheter microbial contamination from a needleless connector. J Hosp Infect. 1997[citado em 2020 nov. 17];36(3):181-9. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9253699/

Buchman AL, Spapperi J, Leopold P. A new central venous catheter cap: decreased microbial growth and risk for catheter-related bloodstream infection. J Vasc Access. 2009[citado em 2020 dez. 19];10(1):11-21. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19340794/

Devrim İ, Demiray N, Oruç Y, Sipahi K, Çağlar İ, Sarı F, et al. The colonization rate of needleless connector and the impact of disinfection for 15 s on colonization: A prospective pre- and post-intervention study. J Vasc Access. 2019[citado em 2020 dez. 19];20(6):604-7. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30722715/

Flynn JM, Rickard CM, Keogh S, Zhang L. Alcohol Caps or Alcohol Swabs With and Without Chlorhexidine: An In Vitro Study of 648 Episodes of Intravenous Device Needleless Connector Decontamination. Infect Control Hosp Epidemiol. 2017[citado em 2020 dez. 19];38(5):617-9. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28137322/

Hutchens MP, Drennan SL, Cambronne ED. Calibration of optimal use parameters for an ultraviolet light-emitting diode in eliminating bacterial contamination on needleless connectors. J Appl Microbiol. 2015[citado em 2020 dez. 19];118(6):1298-305. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25801979/

Martino A, Thompson L, Mitchell C, Trichel R, Chappell W, Miller J, et al. Efforts of a Unit Practice Council to implement practice change utilizing alcohol impregnated port protectors in a burn ICU. Burns. 2017[citado em 2020 dez. 19];43(5):956-64. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28139260/

Mazher MA, Kallen A, Edwards JR, Donlan RM. An in vitro evaluation of disinfection protocols used for needleless connectors of central venous catheters. Lett Appl Microbiol. 2013[citado em 2020 dez. 19];57(4):282-7. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23710651/

Menyhay SZ, Maki DG. Disinfection of needleless catheter connectors and access ports with alcohol may not prevent microbial entry: the promise of a novel antiseptic-barrier cap. Infect Control Hosp Epidemiol. 2006[citado em 2020 dez. 19];27(1):23-7. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16418982/

Menyhay SZ, Maki DG. Preventing central venous catheter-associated bloodstream infections: development of an antiseptic barrier cap for needleless connectors. Am J Infect Control. 2008[citado em 2020 dez. 19];36(10):S174.e1-5. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19084153/

Merrill KC, Sumner S, Linford L, Taylor C, Macintosh C. Impact of universal disinfectant cap implementation on central line-associated bloodstream infections. Am J Infect Control. 2014[citado em 2020 dez. 19];42(12):1274-7. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25465256/

Pavia M, Mazza M. Adding innovative practices and technology to central line bundle reduces bloodstream infection rate in challenging pediatric population. Am J Infect Control. 2016[citado em 2020 dez. 19];44(1):112-4. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26769282/

Satou K, Kusanagi R, Nishizawa A, Hori S. Scrubbing technique for needleless connectors to minimize contamination risk. J Hosp Infect. 2018[citado em 2020 dez. 19];100(3):e200-e3. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29574119/

Slater K, Fullerton F, Cooke M, Snell S, Rickard CM. Needleless connector drying time-how long does it take? Am J Infect Control. 2018[citado em 2020 dez. 19];46(9):1080-1. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29880433/#:~:text=Drying%20time%20instructions%20on%20antiseptic,%3A%20Drying%20time%3B%20Needleless%20connector.

Soothill JS, Bravery K, Ho A, Macqueen S, Collins J, Lock P. A fall in bloodstream infections followed a change to 2% chlorhexidine in 70% isopropanol for catheter connection antisepsis: a pediatric single center before/after study on a hemopoietic stem cell transplant ward. Am J Infect Control. 2009[citado em 2020 dez. 19];37(8):626-30. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19616869/

Stango C, Runyan D, Stern J, Macri I, Vacca M. A successful approach to reducing bloodstream infections based on a disinfection device for intravenous needleless connector hubs. J Infus Nurs. 2014[citado em 2020 dez. 19];37(6):462-5. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25376323/

Sweet MA, Cumpston A, Briggs F, Craig M, Hamadani M. Impact of alcohol-impregnated port protectors and needleless neutral pressure connectors on central line-associated bloodstream infections and contamination of blood cultures in an inpatient oncology unit. Am J Infect Control. 2012[citado em 2020 dez. 19];40(10):931-4. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22575286/

Wright MO, Tropp J, Schora DM, Dillon-Grant M, Peterson K, Boehm S, et al. Continuous passive disinfection of catheter hubs prevents contamination and bloodstream infection. Am J Infect Control. 2013[citado em 2020 dez. 19];41(1):33-8. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23084024/

Rossini FP, Andrade D, Santos LCS, Ferreira AM, Tieppo C, Watanabe E. Microbiological testing of devices used in maintaining peripheral venous catheters. Rev Lat Am Enferm. 2017[citado em 2021 abr. 28];25:1-8. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28513768/

Hariton E, Locascio JJ. Randomised controlled trials - the gold standard for effectiveness research: Study design: randomised controlled trials. BJOG. 2018[citado em 2021 abr. 28];125(13):1-2. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6235704/

Arquivos adicionais

Publicado

29-06-2022

Como Citar

1.
Dalcin CB, Souza S de, Anders JC, Pina JC, Carmo ACF do, Manzo BF, Rocha PK. Desinfecção de hubs e conectores de cateteres intravenosos: Revisão de escopo. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 29º de junho de 2022 [citado 4º de fevereiro de 2023];26. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/38490

Edição

Seção

Revisão