Avaliação das coberturas para sítio de inserção do cateter venoso central no TMO:

analise de custos

Autores

  • Angélica Mônica Andrade Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem - EE. Belo Horizonte, MG – Brasil.
  • Kelli dos Santos Borges Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem - EE. Belo Horizonte, MG – Brasil.
  • Helidea de Oliveira Lima Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Escola de Enfermagem - EE. Belo Horizonte, MG – Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-9389.2011.v15.50390

Palavras-chave:

Cateteres de Demora, Economia da Enfermagem, Cuidados de Enfermagem

Resumo

A utilização de um cateter venoso central (CVC) torna-se necessária para manter um acesso venoso prolongado, sendo amplamente utilizado nos transplantes de medula óssea. A implantação de um CVC torna-se necessária para manter um acesso venoso seguro, por período prolongado, para que se receba periodicamente manuseios para aspiração sangüínea e administração de medicamentos e hemocomponentes. Contudo, a utilização das diferentes coberturas para o curativo do sítio de inserção do cateter é controversa quanto ao custo e à prevenção de infecção. Objetivou-se, com este estudo, analisar a utilização e o custo de diferentes tipos de coberturas de CVC em relação à periodicidade de sua troca e, também, a freqüência de infecções relacionadas ao dispositivo em um serviço de transplante de medula óssea. Foi realizada uma pesquisa retrospectiva com caráter exploratório e descritivo, mediante coleta de dados de prontuários de 68 pacientes. Foi possível observar que o período de permanência do filme trans parente como cobertura variou de quatro a sete dias, enquanto para o de gaze estéril foi de um a dois dias. A utilização da gaze estéril para cobertura apresentou custo mais elevado em comparação com o uso de filme, dada a necessidade de trocas repetidas durante a semana. Não foi encontrada diferença estatística entre as diferentes coberturas utilizadas e a ocorrência de infecção. Conclui-se que há necessidade de constante avaliação do processo do cuidado em enfermagem, associada à assistência, à pesquisa e à gerência, uma vez que estudos sobre o impacto de procedimentos padronizados podem levarão aprimoramento do serviço da enfermagem e da instituição.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

1. Junior MAN. Infecções em cateteres venosos centrais de longa permanência: revisão da literatura. J Vasc Bras. 2010;9(1):46-50.

2. Bonassa EMA. Transplante de Medula Óssea e de Células-tronco Hematopoéticas. In: Bonassa EMA, Santana TR. Enfermagem

em Terapêutica oncológica. 3ª ed. São Paulo: Atheneu; 2005. p.241-268.

3. Instituto Nacional de Câncer - INCA. Ações de Enfermagem para o controle do Câncer: uma proposta de integração

ensino-serviço. 3ª ed. Rio de Janeiro: INCA; 2008.

4. Okane ESH, Machado LN. Introdução/Histórico. In: Machado LN, Camandoni VO, Leal KPH, Moscatello ELM. Transplante de

Medula Óssea: abordagem multidisciplinar. São Paulo: LEMAR; 2009. p.23-30.

5. Albuquerque MP. Cirurgia dos cateteres de longa permanência nos centros de transplante de medula óssea. Med.

2005;38:125-42.

6. Mesiano ERA, Hamann EM. Bloodstream infections among patients using central venous catheters in intensive care units. Rev

Latinoam Enferm. 2007;15(3).

7. Perencevich EN, Stone PW, Wright SB, Carmeli Y, Fisman DN, Cosgrove SE. Raising standards while watching the bottom line:

making a business case for infection control. Infect Control Hosp Epidemiol. 2007;28(10):1121-33.

8. Bochi KCG, Kalinke LP, Camargo JFC. Assistência de Enfermagem em Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas

Alogênico: cuidados baseados em evidências. Prática Hospitalar. 2007;9(49):31-7.

9. Rocha IR. Infecção no local de saída e túnel subcutâneo de cateteres tipo Hickman em pacientes de transplante de medula

óssea alogênico. São Paulo: s.n.; 2000. 94 p.

10. CDC. Guidelines for Preventing Opportunistic Infections among Hematopoietic Stem Cell Transplant Recipients. 2010.

11. Guerrato R, Biagi C. The central venous catheter in a bone marrow transplant unit: an unresolved problem. Haematol.

2000;85(supl 11):62-5.

12. Cruz EDA, Moreira I, Quiquio ZF. Prevenção de infecções associadas a cateter venoso central em pacientes neutropênicos.

Cogitare Enferm. 2005;5:46-51.

13. COFEN. Lei 7498/86, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre regulamentação do exercício da Enfermagem.

14. Francisco IMF, Castilho V. O ensino de custos nas escolas de graduação em enfermagem. Rev Esc Enferm USP.

2004;38(3):317-25.

15. Castilho V, Fernanda MTF, Gaidzinski RR. Gerenciamento de custos nos serviços de enfermagem. In: Kurcgant P,

coordenadora. Gerenciamento em enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.

16. Silva RCL, Figueiredo NMA, Meireles IB. Feridas: fundamentos e atualizações em enfermagem. 2ª ed. São Caetano do Sul:

Yendis; 2009.

17. Silva ITC, Freitas LC. Análise comparativa de curativos realizados em cateter central com gaze simples e filme transparente.

Downloads

Publicado

01-06-2011

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Andrade AM, Borges K dos S, Lima H de O. Avaliação das coberturas para sítio de inserção do cateter venoso central no TMO:: analise de custos. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de junho de 2011 [citado 3º de setembro de 2026];15(2). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50390