A crise de representatividade no Estado de Direito

fragmentalização axiológica e a perda do valor do Outro

Autori

DOI:

https://doi.org/10.35699/2525-8036.2026.58709

Parole chiave:

Crise, Diferença, Estado de Direito, Filosofia do Estado, Valores

Abstract

O presente trabalho, de forma macrofilosófica e interdisciplinar, a partir da articulação do pensamento de diversos autores, aborda a crise de representatividade nos Estados de Direito ocidentais, vinculando-a a uma crise cultural-axiológica. O texto identifica o extremismo como forma de vida (José Ortega y Gasset) e o niilismo incompleto (Giovanni Reale/Nietzsche) como sintomas dessa crise, nos quais indivíduos aderem a valores extremados como máscaras da identidade, negando a unidade axiológica que se realiza no Estado. A proliferação de grupos homogêneos ("massas particulares") anula a diferença e inviabiliza o diálogo, corroendo a unidade cultural necessária à representatividade no Estado. Simbólicas a este contexto são as visões negativas do Estado (como o "Estado evanescente" ou as visões marxianas), que o reduzem a mero instrumento de interesses faccionais, em detrimento de sua função ética: ser o espaço de dialética de valores, da garantia da Liberdade, e da unidade cultural. Com Hegel, o trabalho propõe a recuperação do Estado de Direito como realizador da Liberdade na Diferença, criticando a privatização da esfera pública e a polarização maniqueísta. Assume a formulação: Iguais para sermos Livres, e Livres para sermos Diferentes, defendendo a hierarquia de fins éticos e axiológicos juntamente à representatividade autêntica como antídotos à crise, no seio do Estado de Direito

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Biografie autore

  • Rafael Nogueira Ibrahim, Universidade Federal de Minas Gerais

    Graduando em Direito na Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. Pesquisador em Iniciação Científica com incentivo da FAPEMIG, integrando o projeto coletivo "Fronteiras do Estado: do giro cultural às civilizações europeias e não europeias".  Monitor da disciplina Teoria do Estado II, tendo realizado, em anos anteriores, a mesma atividade nas disciplinas de Teoria da Constituição e Filosofia do Direito. Estagiário da Revista Brasileira de Estudos Políticos, exercendo função de Assistente Editorial. Ex-diretor de Relações Públicas e atual diretor de Representação Discente do Centro Acadêmico Afonso Pena. ORCID: https://orcid.org/0009-0005-1183-3950. Contato: rafaelibrahim0902@gmail.com.

  • Maria Resende Tadiello, Universidade Federal de Minas Gerais

    Graduanda em Direito na Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. Pesquisadora em Iniciação Científica, integrando o projeto coletivo "Fronteiras do Estado: do giro cultural às civilizações europeias e não europeias". Atualmente monitora da disciplina Iniciação à Universidade, tendo sido monitora da disciplina Teoria do Estado II. Estagiária da Revista Brasileira de Estudos Políticos, exercendo função de Assistente Editorial. Ex-presidente e atual vice-presidente do Centro Acadêmico Afonso Pena. ORCID: https://orcid.org/0009-0001-0640-6875. Contato: mariaresendetadiello@gmail.com.

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Pubblicato

2026-06-30

Come citare

IBRAHIM, Rafael Nogueira; TADIELLO, Maria Resende. A crise de representatividade no Estado de Direito: fragmentalização axiológica e a perda do valor do Outro. Revista de Ciências do Estado, Belo Horizonte, v. 11, n. 1, p. 1–22, 2026. DOI: 10.35699/2525-8036.2026.58709. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revice/article/view/e58709. Acesso em: 22 jul. 2026.