Views, Concerns and Actions About Chemistry: Instrument Development and an Initial Synthesis of Students’ Opinions
DOI:
https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2026u11411162Palavras-chave:
Science Education, Chemistry Education, STSE, socioscientific themes, student voiceResumo
This article presents the development, validation, application, and initial synthesis of two instruments designed to investigate high school students’ views on Chemistry and Natural Sciences, their concerns regarding socioscientific themes, and their reported actions in response to social, environmental, technological, and health-related problems. The study dialogues with the STSE approach, socioscientific themes, and research on student voice. The construction of the instruments was supported by themes identified in Chemistry textbook collections approved by PNLD/2018, the São Paulo State Curriculum, and previous instruments, such as VOSTS, ROSE, and derived questionnaires. Related instruments were developed, combining open-ended questions and Likert-type scale items, and were submitted to content and semantic appraisal by specialists, as well as to internal consistency analysis, with Cronbach’s alpha values of 0.953 and 0.870. The application took place in Minas Gerais and São Paulo, in both in-person and remote modalities. The results indicate that participants recognize the social importance of Chemistry but show low interest in scientific careers; express concerns about sustainability, health, safety, education, the economy, and violence; and report predominantly individual actions, with lower collective and political participation. It is concluded that the instruments support pedagogical diagnoses and research that articulate youth interests, socioscientific themes, and STSE practices in Science Education.
Downloads
Referências
Aikenhead, G. S. (1994). What is STS science teaching? In J. Solomon, & G. S. Aikenhead (Eds.), STS education: International perspectives on reform (pp. 47–59). Teachers College Press.
Aikenhead, G. S., & Ryan, A. G. (1992). The development of a new instrument: “Views on science-technology-society” (VOSTS). Science Education, 76(5), 477–491. https://doi.org/10.1002/sce.3730760503
Akben, N. (2020). Effects of the problem-posing approach on students’ problem-solving skills and metacognitive awareness in science education. Research in Science Education, 50(3), 1143–1165. https://doi.org/10.1007/s11165-018-9726-7
Auler, D. (2007). Articulação entre pressupostos do educador Paulo Freire e do movimento CTS: Novos caminhos para a educação em ciências. Contexto & Educação, 22(77), 167–188.
Cardoso, S. P., & Colinvaux, D. (2000). Explorando a motivação para estudar química. Química Nova, 23(3), 401–404. https://doi.org/10.1590/S0100-40422000000300018
Carvalho, A. M. P. (2018). Fundamentos teóricos e metodológicos do ensino por investigação. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 18(3), 765–794. https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2018183765
Cavalcanti, M. H. S., Ribeiro, M. M., Sorpreso, T. P., & Barro, M. B. (2024). Formação de professores para a abordagem CTS na prática pedagógica: Revisão de artigos em periódicos brasileiros Qualis A1 nas áreas de Educação e Ensino. Indagatio Didactica, 16(3), 219–240. https://doi.org/10.34624/id.v16i3.38454
Chassot, A. I. (1990). A educação no ensino da química. Unijuí.
Creswell, J. W. (2014). Investigação qualitativa e projeto de pesquisa: Escolhendo entre cinco abordagens. Penso.
Finger, I., & Bedin, E. (2019). A contextualização e seus impactos nos processos de ensino e aprendizagem da ciência química. Revista Brasileira de Ensino de Ciências e Matemática, 2(1), 8–24. https://doi.org/10.5335/rbecm.v2i1.9732
Gordillo, M. M. (2006). Conocer, manejar, valorar, participar: Los fines de una educación para la ciudadanía. Revista Iberoamericana de Educación, 42, 69–83. https://doi.org/10.35362/rie420762
Gouw, A. M. S. (2013). As opiniões, interesses e atitudes dos jovens brasileiros frente à ciência: Uma avaliação em âmbito nacional (Tese de doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo). Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. https://doi.org/10.11606/T.48.2013.tde-08102013-154326
Gunther, H., & Lopes Júnior, J. (1990). Perguntas abertas versus perguntas fechadas: Uma comparação empírica. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 6(2), 203–213. https://periodicos.unb.br/index.php/revistaptp/article/view/17094
Hayashi, P., Abib, G., & Hoppen, N. (2019). Validity in qualitative research: A processual approach. The Qualitative Report, 24(1), 98–112. https://nsuworks.nova.edu/tqr/vol24/iss1/8
Johnstone, A. H. (1982). Macro and microchemistry. Chemistry in Britain, 18(6), 409–410.
Leite, L. V., Vaciloto, N. C. N., Marcondes, M. E. R., Souza, F. L., & Akahoshi, L. H. (24–26 de setembro, 2018). Situações da sociedade atual: Importância pessoal e pertinência ao ensino segundo professores de Química. IV Congresso Nacional de Formação de Professores, Águas de Lindóia, São Paulo.
Lima, L. P. (2016). Currículo de química em foco: reflexões de um grupo colaborativo de professores do Estado de São Paulo (Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo). Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. https://doi.org/10.11606/D.81.2016.tde-02082016-141152
Mol, G. S., & Silva, R. R. (22–25 de julho, 1996). A experimentação no ensino de química como estratégia para a formação de conceito. VIII Encontro Nacional de Ensino de Química, Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Mortimer, E. F., & Santos, W. L. P. dos. (2009). Aspectos sociocientíficos em aulas de Química. Investigações em Ensino de Ciências, 14(2), 191–218.
München, S., München, C., & Adaime, M. B. (10–12 de junho, 2015). Uma análise da compreensão de licenciandos em química acerca da perspectiva CTS. III Congresso Internacional de Educação Científica e Tecnológica (CIECITEC), Santo Ângelo, Rio Grande do Sul.
Mundim, J. V., & Santos, W. L. P. (2012). Ensino de ciências no ensino fundamental por meio de temas sociocientíficos: Análise de uma prática pedagógica com vista à superação do ensino disciplinar. Ciência & Educação (Bauru), 18(4), 787–802. https://doi.org/10.1590/S1516-73132012000400004
O’Connor, C., & Joffe, H. (2020). Intercoder reliability in qualitative research: Debates and practical guidelines. International Journal of Qualitative Methods, 19. https://doi.org/10.1177/1609406919899220
Oliveira, G. S. (2015). Estudantes e a evolução biológica: Conhecimento e aceitação no Brasil e Itália (Tese de doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo). Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. https://doi.org/10.11606/T.48.2015.tde-14092015-142810
Organização das Nações Unidas. (2015). Os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. https://nacoesunidas.org/conheca-os-novos-17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/
Paz, G. L., Pacheco, H. F., Costa Neto, C. O., & Carvalho, R. C. P. S. (2010). Dificuldades no ensino-aprendizagem de química no ensino médio em algumas escolas públicas da região sudeste de Teresina. X Simpósio de Produção Científica.
Pinafo, J. (2016). O que os jovens têm a dizer sobre ciência e tecnologia? Opiniões, interesses e atitudes de estudantes em dois países: Brasil e Itália (Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo). Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. https://doi.org/10.11606/T.48.2016.tde-01112016-110406
Pozo, J. I., & Crespo, M. Á. G. (2009). A aprendizagem e o ensino de ciências: Do conhecimento cotidiano ao conhecimento científico (5ª ed.). Artmed.
Quílez, J. (2019). A categorization of the terminological sources of student difficulties when learning chemistry. Studies in Science Education, 55(2), 121–167. https://doi.org/10.1080/03057267.2019.1694792
Ratcliffe, M., & Grace, M. (2003). Science education for citizenship: Teaching socio-scientific issues. McGraw-Hill Education.
Raupp, D. T., Prochnow, T. R., & Del Pino, J. C. (2020). História e contextualização no ensino de estereoquímica: Uma proposta de abordagem para o ensino médio. Revista Contexto & Educação, 35(112), 432–455. https://doi.org/10.21527/2179-1309.2020.112.432-455
Ribeiro, M. M., & Marcondes, M. E. R. (2020). Preocupações e interesses de estudantes em relação a temas sociocientíficos. Indagatio Didactica, 12(4), 421–436. https://doi.org/10.34624/id.v12i4.21811
Ribeiro, M. M. (2022). A contextualização no ensino de química e o ensino CTS: Visões, inquietações e ações dos alunos do ensino médio [Dissertação de Mestrado]. Universidade de São Paulo.
Rocha, J. S., & Vasconcelos, T. C. (25–29 de julho, 2016). Dificuldades de aprendizagem no ensino de química: Algumas reflexões. XVIII Encontro Nacional de Ensino de Química (ENEQ), Florianópolis, Santa Catarina.
Romero, T. L. (2020). Oficinas temáticas como prática de construção do conhecimento científico no ensino de Química: A busca por uma aprendizagem significativa e pelo desenvolvimento intelectual dos alunos (Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo). Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. https://doi.org/10.11606/D.81.2020.tde-28102020-180741
Salta, K., & Tzougraki, C. (2004). Attitudes toward chemistry among 11th grade students in high schools in Greece. Science Education, 88(4), 535–547. https://doi.org/10.1002/sce.10134
Santos, W. L. P. (2011). Significados da educação científica com enfoque CTS. In W. L. P. Santos, & D. Auler (Orgs.), CTS e educação científica: Desafios, tendências e resultados de pesquisas (pp. 21–47). Editora Universidade de Brasília.
Schreiner, C., & Sjøberg, S. (2004). Relevance of science education: Sowing the Seeds of ROSE. Acta Didactica, Oslo.
Silva, E. L., & Marcondes, M. E. R. (2010). Visões de contextualização de professores de química na elaboração de seus próprios materiais didáticos. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, 12(1), 101–118. https://doi.org/10.1590/1983-21172010120107
Silva, F. C., Silva, E. P. C., Duarte, D. M., & Dias, F. S. (2021). Relação entre as dificuldades e a percepção que os estudantes do ensino médio possuem sobre a função das representações visuais no ensino de Química. Ciência & Educação (Bauru), 27, e21061. https://doi.org/10.1590/1516-731320210061
Silva, R. A. da. (2022). Conhecimento científico e cotidiano: Concepções, preocupações e ações de estudantes do ensino médio [Dissertação de Mestrado]. Universidade de São Paulo.
Sousa, J. A., & Ibiapina, B. R. S. (2023). Contextualização no ensino de química e suas influências para a formação da cidadania. Revista Ifes Ciência, 9(1), 1–14. https://doi.org/10.36524/ric.v9i1.1510
Strieder, R. B., & Kawamura, M. R. (2017). Educação CTS: Parâmetros e propósitos brasileiros. Alexandria: Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, 10(1), 27–56. https://doi.org/10.5007/1982-5153.2017v10n1p27
Talanquer, V. (2011). Macro, submicro, and symbolic: The many faces of the chemistry “triplet”. International Journal of Science Education, 33(2), 179–195. https://doi.org/10.1080/09500690903386435
Tonin, K. G., Tolentino-Neto, L. C. B., & Ocampo, D. M. (2021). Os jovens brasileiros e a sua preferência pela disciplina Ciências. Research, Society and Development, 10(5), 179–195. https://doi.org/10.33448/rsd-v10i5.14549
Torlig, E. G. S., Resende Júnior, P. C., Fujihara, R. K., Montezano, L., & Demo, G. (2022). Proposta de validação para instrumentos de pesquisa qualitativa (Vali-Quali). Administração: Ensino e Pesquisa, 23(1), 5–31. https://doi.org/10.13058/raep.2022.v23n1.2022
Tracy, S. J., & Hinrichs, M. M. (2017). Big tent criteria for qualitative quality. The International Encyclopedia of Communication Research Methods, 1–10. https://doi.org/10.1002/9781118901731.iecrm0016
Vieira, S. (2009). Como elaborar questionários. Atlas.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Raniele Aparecida da Silva, Matheus Marques Ribeiro, Maria Eunice Ribeiro Marcondes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores são responsáveis pela veracidade das informações prestadas e pelo conteúdo dos artigos.
Os autores que publicam neste periódico concordam plenamente com os seguintes termos:
- Os autores atestam que a contribuição é inédita, isto é, não foi publicada em outro periódico, atas de eventos ou equivalente.
- Os autores atestam que não submeteram a contribuição simultaneamente a outro periódico.
- Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à RPBEC o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial neste periódico.
- Os autores atestam que possuem os direitos autorais ou a autorização escrita de uso por parte dos detentores dos direitos autorais de figuras, tabelas, textos amplos etc. que forem incluídos no trabalho.
- Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (por exemplo, publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Os autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (por exemplo, em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após a publicação visando aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
Em caso de identificação de plágio, republicação indevida e submissão simultânea, os autores autorizam a Editoria a tornar público o evento, informando a ocorrência aos editores dos periódicos envolvidos, aos eventuais autores plagiados e às suas instituições de origem.
