Artigo 293 da UNCLOS como cláusula jurisdicional?
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2019.12247Palavras-chave:
UNCLOS, Tribunais, Jurisdição, Direito aplicávelResumo
O artigo 293 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS ou Convenção) trata do direito aplicável às cortes e tribunais previstos na Convenção. No entanto, os limites da interpretação deste dispositivo se demonstram, ainda, controversos quanto ao seu uso como cláusula jurisdicional. Apesar das regras de jurisdição especificadas no artigo 288 da UNCLOS, cortes e tribunais têm decidido diversamente sobre esta utilização do art. 293 da Convenção, ora admitindo a demanda, ora rejeitando-a. Nesse ínterim, este artigo propõe investigar qual a interpretação mais adequada para conferir estabilidade ao mecanismo de solução de controvérsias estabelecido pela Convenção.
Downloads
Referências
ALLEN, Stephen. Article 297 of the United Nations Convention on the Law of the Sea and the Scope of Mandatory Jurisdiction. Ocean Development & International Law, p. 1-18, 2017.
BECKER, Michael A. International Law of the Sea. Int'l Law., v. 42, p. 797, 2008.
BRANBRANDERE, Eric De. Investment Treaty Arbitration as Public International Law. 123 n.3 (2014).
BOYLE, Alan E. Dispute settlement and the Law of the Sea Convention: problems of fragmentation and jurisdiction. International & Comparative Law Quarterly, v. 46, n. 1, p. 37-54, 1997.
BOYLE, Alan. Further development of the law of the sea convention: mechanisms for change. International & Comparative Law Quarterly, v. 54, n. 3, p. 563-584, 2005.
BROWLY, Ian. Principles of Public International Law, 1966.
BUGA, Irina. Territorial sovereignty issues in maritime disputes: a jurisdictional dilemma for Law of the Sea tribunals. The International Journal of Marine and Coastal Law, v. 27, n. 1, p. 59-95, 2012.
CARREAU, Dominique. Droit International, Paris, Pedone, 4ª edição, 1994.
CASSESE, Antônio. International Law in a Divided World, Oxford, Claredon Press, 1986.
CHARNEY, Jonathan I. The implications of expanding international dispute settlement systems: The 1982 Convention on the Law of the Sea. American Journal of International Law, v. 90, n. 1, p. 69-75, 1996.
CHURCHILL, Robin Rolf; LOWE, Alan Vaughan. The law of the sea. Manchester University Press, 1999.
CROOK, John R. Failings of the International Court of Justice. American Journal of International Law, v. 111, n. 1, p. 202-207, 2017.
DONOVAN, Thomas W. Suriname-Guyana maritime and territorial disputes: A legal and historical analysis. J. Transnat'l L. & Pol'y, v. 13, p. 41, 2003.
DUPUY, Pierre-Marie; KERBRAT, Yann. Droit international public. Dalloz, 2016.
EIRIKSSON, Gudmundur. The International Tribunal for the Law of the Sea. Martinus Nijhoff Publishers, 2000.
FISCHER-LESCANO, Andreas; TEUBNER, Gunther. Regime-collisions: the vain search for legal unity in the fragmentation of global law. Mich. J. Int'l L., v. 25, p. 999, 2003.
FORTEAU, Mathias. Regulating the Competition between International Courts and Tribunals. The Law & Practice of International Courts and Tribunals, v. 15, n. 2, p. 190-206, 2016.
FORTEAU, Mathias; THOUVENIN, Jean-Marc. Traité de droit international de la mer. Éditions A. Pedone, 2017.
GIULIANO, Mario; SCOVAZZI, Tulio e TREVES, Tulio. Diritto Internazionale, Parte Generale, Milão, Giugrè Editore, 1991.
GUILLAUME, Gilbert. The future of international judicial institutions. International & Comparative Law Quarterly, v. 44, n. 4, p. 848-862, 1995.
HARRISON, James. Defining Disputes and Characterizing Claims: Subject-Matter Jurisdiction in Law of the Sea Convention Litigation. Ocean Development & International Law, p. 1-15, 2017.
JENSEN, Øystein; BANKES, Nigel. Compulsory and Binding Dispute Resolution under the United Nations Convention on the Law of the Sea: Introduction. Ocean Development & International Law, p. 1-7, 2017.
KLEIN, Natalie. Dispute Settlement in the UN Convention on the Law of the Sea. Cambridge University Press, 2005.
KOSKENNIEMI, Matti. Fragmentation of international law: difficulties arising from the diversification and expansion of international law: Report of the study group of the international law commission. 2014.
KWAST, Patricia Jimenez. Maritime law enforcement and the use of force: reflections on the categorisation of forcible action at sea in the light of the Guyana/Suriname award. Journal of Conflict and Security Law, v. 13, n. 1, p. 49-91, 2008.
MENEZES, Wagner. O direito do mar. Brasília: Funag, 2015.
NORDQUIST, Myron (Ed.). United Nations Convention on the law of the sea 1982, Volume VII: a commentary. Brill, 2011.
ODA, Shigeru. Dispute settlement prospects in the law of the sea. The International and Comparative Law Quarterly, v. 44, n. 4, p. 863-872, 1995.
OXMAN, Bernard H. Complementary Agreements and Compulsory Jurisdiction. American Journal of International Law, v. 95, n. 2, p. 277-312, 2001.
QU, Wensheng. The Issue of Jurisdiction Over Mixed Disputes in the Chagos Marine Protection Area Arbitration and Beyond. Ocean Development & International Law, v. 47, n. 1, p. 40-51, 2016.
RAYFUSE, Rosemary. The future of compulsory dispute settlement under the law of the sea convention. Victoria U. Wellington L. Rev., v. 36, p. 683, 2005.
REZEK, José Francisco. O Direito Internacional No Século XXI. Editora Saraiva, 2000.
SALAMA, Randa. Fragmentation of international law: Procedural issues arising in law of the sea disputes. Austl. & NZ Mar. LJ, v. 19, p. 24, 2005.
SCHREUER, Christoph. Jurisdiction and Applicable Law in Investment Treaty Arbitration, 1 McGill J. Disp. Resol. 1, 2 (2014).
TANAKA, Yoshifumi. The international law of the sea. Cambridge University Press, 2015.
TREVES, Tullio. Conflicts between the International Tribunal for the Law of the Sea and the International Court of Justice. NYUJ Int'l L. & Pol., v. 31, p. 809, 1998.
TREVES, Tullio. Preliminary proceedings in the settlement of disputes under the United Nations Law of the Sea Convention: some observations. Nisuke Endo and others (eds) Liber Amicorum Judge Shigeru Oda, v. 1, 2002.
TZENG, PETER. Jurisdiction and Applicable Law Under UNCLOS. Yale LJ, v. 126, p. 242-242, 2016.
TZENG, Peter. The Implicated Issue Problem: Indispensable Issues and Incidental Jurisdiction. NYUJ Int'l L. & Pol., v. 50, p. 447, 2017.
VERANI, Andre. Dividing the Sea: the 1982 Law of the Sea Convention, Maritime Case Law, and the Current Dispute Between Guyana and Suriname. Gonz. J. Int'l L., v. 9, p. 48, 2005.
VINCENT, Philippe. Droit de la mer. Larcier, 2008.
VIRZO, Roberto. Il regolamento delle controversie nel diritto del mare: rapporti tra procedimenti. Cedam, 2008.
ZANELLA, Tiago Vinicius. Curso de direito do mar. Juruá Editora, 2013.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2019 Pedro Henrique Pirani de Souza Silva
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
1. Os conteúdos dos trabalhos são de exclusiva responsabilidade de seu autor.
2. É permitida a reprodução total ou parcial dos trabalhos publicados na Revista, desde que citada a fonte.
3. Ao submeterem seus trabalhos à Revista os autores certificam que os mesmos são de autoria própria e inéditos (não publicados em qualquer meio digital ou impresso).
4. Os direitos autorais dos artigos publicados na Revista são do autor, com direitos de primeira publicação reservados para este periódico.
5. Para fins de divulgação, a Revista poderá replicar os trabalhos publicados nesta revista em outros meios de comunicação como, por exemplo, redes sociais (Facebook, Academia.Edu, etc).
6. A Revista é de acesso público, portanto, os autores que submetem trabalhos concordam que os mesmos são de uso gratuito.
7. Constatando qualquer ilegalidade, fraude, ou outra atitude que coloque em dúvida a lisura da publicação, em especial a prática de plágio, o trabalho estará automaticamente rejeitado.
8. Caso o trabalho já tenha sido publicado, será imediatamente retirado da base da revista, sendo proibida sua posterior citação vinculada a ela e, no número seguinte em que ocorreu a publicação, será comunicado o cancelamento da referida publicação. Em caso de deflagração do procedimento para a retratação do trabalho, os autores serão previamente informados, sendo-lhe garantido o direito à ampla defesa.
9. Os dados pessoais fornecidos pelos autores serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por essa publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.