Poder, comunidade e vida
para uma compreensão não fetichizada da política
DOI:
https://doi.org/10.35699/2525-8036.2026.65058Parole chiave:
Política da libertação, Enrique Dussel, Filosofia política latino-americanaAbstract
O presente artigo examina os fundamentos da Política da Libertação elaborada por Enrique Dussel, situando-a no debate da filosofia política contemporânea e em sua crítica às concepções que reduzem a política à dominação. O problema que orienta a investigação consiste em compreender de que modo é possível pensar o poder político para além de sua identificação com formas de dominação. O objetivo do artigo é reconstruir os principais fundamentos teóricos da Política da Libertação, explicitando a organização interna de suas categorias centrais e seu potencial analítico para a compreensão da política. Parte-se da hipótese de que a distinção entre potentia e potestas, associada à crítica ao fetichismo do poder, permite compreender o poder político como originado na comunidade política, oferecendo um critério normativo para avaliar a legitimidade das instituições e das ações políticas. Metodologicamente, o artigo adota uma abordagem de reconstrução categorial da obra de Dussel, mobilizando conceitos como vontade de viver, potentia, potestas, poder consensual, representação, soberania e fetichismo do poder.
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